Bebês

5 coisas sobre a maternidade que eu só descobri depois que virei mãe

Por Nívea Salgado
@Mildicasdemae

Um mundo inteiro novo se apresenta depois do nascimento de um filho

5 coisas sobre a maternidade que eu só descobri depois que virei mãe

A maternidade é mesmo uma caixinha de surpresas. Há coisas que você ouve (da mãe, da sogra, da vizinha, das amigas que se tornaram mães antes de você), mas que só são compreendidas depois que você se torna responsável por aquele bebezinho pequeno, frágil e encantador. Aí eu incluo o sentimento de amor que todo mundo diz que você vai sentir, que você imagina ser de uma dimensão enorme, mas que você só entende de fato quando tem o pequeno em seus braços.

Mas há um outro grupo de coisas que ninguém havia sequer mencionado, e que você só descobre depois daquele momento que divide sua vida em antes e depois: o parto. E para mim a primeira descoberta aconteceu exatamente ali, no centro cirúrgico, no meio de um parto cesariana. Porque eu tinha aquela imagem mágica dos filmes, das novelas, em que a mãe abraça seu bebê logo depois que ele nasce. E se você passou por uma cesárea como eu, sabe que durante esse procedimento você está com as mãos presas, e que o máximo que você consegue é que alguém coloque o bebê junto ao seu peito, para que ele fique ali por alguns instantes. Ou seja, nada de abraço de boas-vindas nesse momento (tudo bem que depois você dá vários, mas confesso que é um pouco frustrante).

Meu segundo momento de surpresa aconteceu em casa, na rotina diária com Catarina. Eu já havia sido alertada para as noites em claro (embora elas tenham sido muito mais difíceis do que eu havia suposto), para as dores das primeiras semanas de amamentação, para as cólicas... Mas ninguém havia me falado que bebês poderiam fazer cocôs explosivos! Não foi uma, nem duas, nem três vezes que o cocô voou por todo o quarto! Até que aprendi a fazer a troca usando a própria fralda como barreira protetora, e então o processo ficou sob controle (acredito que, por Catarina ter tido muitos gases, essa “explosão” acontecesse com maior frequência do que em muitos bebês).

A terceira descoberta aconteceu ainda no primeiro mês do pós-parto. Eu, que fiz uma enorme campanha para não ser visitada em casa nas primeiras semanas, me peguei ligando para várias amigas, praticamente implorando por uma visita. Isso porque eu não estava preparada para a sensação de solidão que senti ao ficar dias e dias dentro de casa, longe do mundo, do trabalho, das pessoas que encontrava diariamente. Ou seja, descobri que receber algumas pessoas (as certas, claro!) em casa com o bebê recém-nascido pode ser muito acalentador.

Ah, mais um ponto que não estava no script: nem todas as suas roupas e sapatos servirão novamente, mesmo que você retorne ao peso antigo. A amamentação me exigiu bastante, e em menos de um mês minha balança acusava a mesma medida do início da gravidez. Mas vocês acham que tudo serviu como antes? Não! Eu fiquei mais larga no peito e no quadril, e o que era justinho no corpo (e sem material elástico para se adequar à minha nova forma), foi-se para todo o sempre. E os sapatos? Sabiam que meu pé cresceu (um pouquinho, mas cresceu!)? Pois o que cabia no limite antes da gestação também teve que ser aposentado.

O tempo foi passando e eu descobri o quinto item dessa minha listinha (e esse foi o grande “X” da questão durante todo o primeiro ano de Catarina): nem todo bebê gosta de dormir, e minha filha definitivamente preferia ficar acordada! Eu pensava que todo bebê apreciava um soninho (no berço, no colo, no carrinho...). Aí você vai me dizer: “imagina, claro que um bebê tão novinho não tem preferências sobre isso”. Pois eu garanto que Catarina relutou desde o início! Lembro-me bem de um dia, quando ela tinha apenas um mês de vida, em que vários casais de amigos vieram nos visitar. Lá pelas 22h eu a amamentei e decidi colocá-la para dormir. A danada chorou, chorou, como eu nunca havia visto! Até que eu desisti e a levei de volta para a sala, cheia de gente, e eu tenho certeza de que vi seu primeiro sorriso!

E você, o que descobriu depois que virou mãe? Conta, vou adorar saber!

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