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Bebês dormindo com os pais, sim ou não?

Essa é uma dúvida comum, principalmente entre os pais de primeira viagem. Descubra o que é bom e pode ser ruim quando o assunto entra em pauta

Bebês dormindo com os pais, sim ou não?

Pode perguntar para qualquer pai e mãe: um dos maiores dilemas quando falamos sobre os primeiros meses do bebê é o sono. Principalmente o “onde dormir”. O que é melhor: no próprio quartinho ou no dos pais? Uma única certeza: nessa época, todos os pais ficam exaustos e colocar o bebê para dormir com eles pode ser uma forma de facilitar a vida.

Pra começo de conversa, esse é um tema que divide opiniões entre os especialistas. Sob o ponto de vista emocional, é certo afirmar que os bebês se sentem mais seguros com a presença física dos pais. Mas é interessante partir do princípio que cada família funciona de uma maneira.

É fácil perceber que alguns fatores são comuns entre os pais que escolhem dormir com os bebês no mesmo quarto. Entre eles estão a distância entre os ambientes, a divisão de tarefas da madrugada, quantas vezes o bebê acorda para mamar, o nível de cansaço dos adultos, entre outros.

Dormir com o bebê no mesmo quarto pode deixar o dia a dia mais leve: “A rotina do levanta, amamenta, espera arrotar e faz dormir novamente é muito desgastante. Dormindo juntos, todos nós ficamos mais tranquilos, inclusive ela. Outra coisa: todos os filhotes de mamíferos dormem assim. Por que não podemos?”, conta Catiuscia Ramos, mãe de uma menina de 11 meses.

Porém, é prudente pensar em alguns outros aspectos: “Os pais devem se lembrar que a intimidade do casal pode ser reduzida”, comenta Alexandre J. Bernardo, psicólogo na Comportarh/SP e doutorando em Psicologia Social (PUC/SP). Aí cabe a vocês usarem a criatividade para continuar namorando, certo?!

E na cama dos pais pode?

Alguns especialistas defendem que não. E por uma questão de segurança. “Quando dormimos, perdemos a noção de espaço. O adulto pode rolar por cima do bebê. Além disso, quem toma remédios para dormir não deve colocar os bebês na mesma cama”, alerta o médico Thiago Gara Caetano, pediatra do Hospital São Luiz.

Como fazer a transição?

Dormir junto com o filhote pode ser uma delícia, mas acredite: você pode querer o seu quarto de volta um dia. E, quanto mais ele cresce, a transição para o seu espaço pode ser mais difícil. Mas é só ter calma.

O primeiro passo para resgatar seu próprio quarto é criar um ambiente emocionalmente seguro para o bebê. Converse bastante com o seu filho e explique os motivos pelos quais vai dormir em seu próprio quarto. Mesmo que ele seja bem pequeno, vai entender.

Se, durante o processo, ele der uma choradinha ao deitar no berço ou na cama, fique por perto para que se sinta seguro. O choro pode acontecer só porque está acostumado a dormir com você e não porque está sentindo alguma coisa.

Dica de ouro: comece o processo aos finais de semana, férias ou feriados. Ninguém merece acordar várias vezes a noite e precisar trabalhar no dia seguinte.

E uma coisa muito importante: ao começar o processo de transição, não volte atrás. Em caso de escorregões, seu pequeno vai se sentir à vontade para tentar inúmeras vezes voltar ao seu quarto.

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