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Fraldas também podem ser ecologicamente corretas

Se você se preocupa com o meio ambiente tanto quanto com seu bebê, deveria saber o bem que as fraldas ecológicas fazem pelo planeta

Fraldas também podem ser ecologicamente corretas

Não adianta: durante mais de dois anos, mamãe e papai vão ter de cuidar da higiene do seu bebê e isso significa que fralda será um item onipresente na vida da família. E quem pensa no futuro do lugar em que seu filhote vai viver talvez se surpreenda ao conhecer as opções consideradas ecologicamente corretas, que ajudam na preservação do meio ambiente.

Mas aí vem a pergunta: o que você pode fazer para contribuir com a natureza? Uma alternativa que está sendo cada vez mais usada é a fralda de pano. Não, não é mais o lenço branco enorme como sua vó usava. Hoje em dia elas já são bem mais práticas e bonitinhas. Vêm no formato certo, com tamanho ajustável, e basta abotoar ou amarrar no bebê.

“Elas demoram apenas um ano para completar sua decomposição”, afirma May Alvez, fundadora do Projeto Repensar. Seu único problema ambiental é o consumo de água para a lavagem, o que pode ser minimizado com o uso de sabão biodegradável ou sabão de coco.

A desvantagem das fraldas de pano está mesmo é no trabalho para os pais - afinal, precisam ser lavadas. “Mas sabendo usar, é possível que elas nem sejam trabalhosas. Eu usei com as minhas filhas e tinha um enxoval de 20 fraldas, assim podia lavar a cada dois dias”, conta a artesã Michely Miguelote, de 39 anos, que ficou tão encantada com as fraldas de pano que passou a produzir para vender depois de usar em suas crianças.

Outra vantagem da opção de tecido é a economia: com 20 unidades, você não precisará comprar fraldas novamente para seu filho e elas ainda poderão ser herdadas por um irmão. Os preços variam de R$ 20* a R$ 50*, mas o total gasto não vai passar de R$ 1.000,00* ao longo de toda a vida do bebê.

Questão de saúde

A saúde do bebê também agradece a fralda de pano, considerada a melhor opção para a pele da criança. O tecido utilizado é o algodão, que quase não irrita a pele e é bastante permeável, permitindo perda de calor e circulação de ar, diminuindo em muito o risco de irritações e alergias”, explica o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros.

Existem diferentes modelos de fraldas de pano à venda. Algumas são feitas por uma parte externa mais firme, e interior mais grosso, de tecido macio, para absorver o xixi e cocô do bebê. Outras possuem uma capa de tecido com um bolso, onde absorventes, também de tecido, podem ser inseridos.

A vantagem dessa segunda é que permite colocar vários absorventes para situações em que vai ser necessário passar um maior tempo sem trocar a fralda da criança. E existem ainda as tradicionais fraldas que são um lenço que deve ser preso com alfinetes.

Com todas elas, os procedimentos são os mesmos: o cocô deve ser despejado no vaso sanitário e as fraldas podem ser armazenadas por alguns dias, até ter uma quantidade grande, e lavadas na máquina.

Alternativa biodegradável

Apesar de ecologicamente corretas, as fraldas de pano podem significar trabalho para mães que vivem uma vida corrida. Para essas, ainda existe uma outra opção: fraldas descartáveis biodegradáveis. Feitas de materiais de origem vegetal revestidos por um bioplástico (possui amido de milho e batata em sua composição), elas levam apenas 5 anos para se decompor, menos tempo que as descartáveis comuns.

Outra vantagem é que possuem menos ativos químicos em sua composição, diminuindo os riscos de irritações e alergias para a pele do bebê. A maior desvantagem das fraldas biodegradáveis está no preço, cada pacote com cerca de 50 unidades custa, em média, R$ 100*. Por isso, algumas mães optam pelo uso misto: quando estão com tempo, recorrem às fraldas de pano, mas quando a correria aperta, passam para as biodegradáveis.

As duas opções são alternativas boas para o meio ambiente, mas a escolha deve se adequar ao bebê e à mãe. Então faça sua escolha e ajude a cuidar do planeta, conscientizando seu filho desde pequeno a ser sustentável!

* Preços médios em janeiro/2014.