Bebês

A hora do lanche para os bebês da nova geração

Por Samantha Shiraishi
@maecomfilhos

Voltei à minha primeira gravidez, vivida em Tóquio, quando vi (finalmente!) no mercado brasileiro as papinhas em embalagem plástica flexível. Superpráticas, com elas até um bebê pode se alimentar sem precisar de colher ou babador

A hora do lanche para os bebês da nova geração

*PUBLIEDITORIAL

Desde a primeira vez que vi os stand-up pouches (bolsas plásticas que ficam em pé) com bico e tampa plástica eu me encantei. Tinha a cara da nossa família, que, por ter um adolescente, um meninão e uma bebê faz programas fora do comum e está em trânsito boa parte do tempo. Mesmo quando temos tempo sobrando inventamos passeios - meu blog nasceu da premissa de falar de “consumo de cultura em família” - e acabamos em movimento.

Por conta disso, ter praticidade no cotidiano com nossa filha mais nova era uma necessidade, mais do que uma opção. Mas queria praticidade com saúde e com garantia de oferecer o melhor para ela, como tinha feito com meus filhos mais velhos.

Exatamente quando ela começava a transição do aleitamento materno exclusivo para os alimentos sólidos, vi o vídeo dos bebês da nova geração (abaixo) e encontrei os “sachês” com papinhas de fruta Heinz para provar.

Numa feliz coincidência, é justamente esta a ideia da campanha “Geração Alfa”: uma turma que encara a experimentação, que vai provar de tudo para entender, para saber se é bom, que não vai ter medo de botar a cara a tapa, de ousar, de inventar, de pensar. Curiosamente até nós, pais aos 40, temos este lado “constantemente beta” (de beta-testers), prontos para experimentar novidades e descobrir o que é melhor a cada momento da vida.

Acredito que o momento é o que define nossas escolhas como pais. Na teoria planejamos um mundo idealizado, na prática nos ajustamos à realidade e estamos sempre buscando fazer o melhor. Como mãe de 3, nascidos em momentos bem distintos da minha vida profissional e pessoal (um na faixa dos 20, outro perto dos 30 e a mais nova aos 40), posso afirmar sem erro que cada filho tem seu tempo, seu temperamento, seu paladar e uma relação própria com os pais.

E por falar em tempo, voltei à minha primeira gravidez, vivida em Tóquio, quando vi (finalmente!) no mercado brasileiro as papinhas em embalagem plástica flexível. Lá no Japão inúmeros produtos alimentícios prontos para o consumo eram comercializados em stand-up pouches - uma tendência internacional, observada principalmente nos Estados Unidos e Europa - e nos acompanhavam em passeios de bicicleta pelo campo, viagens de trem (meio de transporte mais comum lá, haja visto o Trem Bala!) ou piqueniques nos parques. Como são superpráticos, até um bebê pode se alimentar com eles sem problemas, sem precisar de talheres ou babador.

Prefiro usá-las nos passeios e compromissos externos da nossa pequena por conta da segurança alimentar: usar as frutas frescas que compõem nosso cardápio matinal exigiria garantia de higiene perfeita e de uma pausa (para descascar, amassar, oferecer com colherinha) que nem sempre temos morando numa cidade grande e compondo uma família interativa em ritmo animado.

Como levamos nos passeios, muita gente arregala os olhos de curiosidade e puxa papo quando nos vê alimentando a pequena direto do “sachê” e daí conto que li que as embalagens são submetidas a processo térmico de esterilização após o processo de envasamento, o que permite a distribuição dos produtos sob temperatura ambiente, sem necessidade de refrigeração, e a diminuição (ou até mesmo isenção) do uso de conservantes nos alimentos.

O filme Alpha - A Nova Geração, que contempla as crianças nascidas a partir de 2010, fala como é essa relação entre os pais e familiares com esse pequeno ser humano que já nasce com uma imensa facilidade em lidar com a tecnologia, que é tão natural para eles, e como nós, pais, devemos estar preparados para criar e educar essas crianças que já nascem tão evoluídas e independentes.