Bebês

Socorro, meu filho tem dois anos!

Birras, lágrimas, conflitos, frustação... O que o seu pequeno tem e como você pode ajudá-lo?

Socorro, meu filho tem dois anos!

Você tinha o bebê mais fofo do mundo e, de repente, crises de birra e mau humor começaram a fazer parte da sua rotina desde que ele completou 2 anos?

Não se preocupe, você não o está educando mal (a gente sempre acha que a culpa é nossa!), nem o seu filho está se revelando uma cópia do Darth Vader. Trata-se apenas dos terríveis 2 anos, também conhecida como adolescência do bebê, primeira adolescência e “terrible two”.

Quando seu pequeno faz 2 aninhos, é possível observar várias mudanças em sua conduta, que vão desde o choro frequente e as brigas com outras crianças até a raiva demonstrada com um alto tom de voz. Provavelmente sua reação seja pela desorientação, porque você não sabe o que está acontecendo nem como controlá-lo. Este período, os psicólogos infantis dão o nome de “idade do não”.

Por que isso acontece?

Até aproximadamente os 18 meses, as crianças se percebem como uma extensão de sua mãe em uma relação de simbiose: fazem o mesmo que ela, vão com ela a todo lugar, dependem dela em muitos sentidos. Mas quando crescem e ganham independência, vivem uma pequena crise porque começam a compreender que a mãe não corresponde a tudo que eles querem e deverão se acostumar a novas rotinas e obrigações em casa.

A característica principal deste período, que pode durar até os 4 anos, é recusar tudo que você diz para ele: “não” vai guardar seus brinquedos, “não” vai dividir com outras crianças, “não” vai comer e “não” vai fazer o que você mandar. Para eles, é uma resistência à mudança porque deixam de ser bebês e passam a ser crianças que podem e querem fazer atividades por conta própria.

Traduzindo, crianças de 2 anos pretendem e precisam conhecer seus limites. Para a mãe, é claro, trata-se de uma etapa tanto de frustração, como de preocupação com seu bem-estar e uma batalha constante para ensiná-los os limites.

A blogueira Nívea Salgado contou como foi passar por esta fase de adolescência na infância com sua filha Catarina.

Mas o que posso fazer?

Evitar que cada dia se torne uma grande batalha está em suas mãos. A única coisa que você precisa é ter paciência e aprender a dominar a situação.

Paciência porque também devemos entender que se trata de um momento de mudanças para os nossos pequenos e eles precisam de ajuda para lidar com este novo momento e os sentimentos que os cercam.

Confira 5 dicas que vão te ajudar a sobreviver à idade do não:

  1. Você é a mamãe: parece simples mas, às vezes, é mais fácil se entregar a tudo que as crianças querem para evitar as birras. O problema com esta atitude é que você vai perder o controle e logo sua rotina será decidida pelo que seu filho quer. Respire fundo e oriente-o sobre o que precisa ser feito. Você terá que repetir a mesma coisa muitas vezes, mas não se canse de falar de maneira firme e gentil.
  2. Enfrente as birras: mantenha uma atitude tranquila e decidida. Não grite nem gesticule demais, pois isso transmite falta de controle. Fale com seu filho e ofereça opções como: “ou você fica aqui chorando ou pede desculpas e vai brincar”. Pouco a pouco, vai acabar ensinando que ele também tem o poder de decidir.
  3. Dê orientações claras: “Quer que eu tire seus brinquedos ou você vai colocar os sapatos?” Apenas diga-o: sem gritar e pedir várias coisas ao mesmo tempo. É preferível que você diga “coloque o tênis” ao invés de “coloque o tênis, lave as mãos e guarde seus brinquedos”. Com o último exemplo, seu filho poderia se atordoar e não fazer nada do que foi pedido.
  4. Enfatize os benefícios: não conseguiu com que ele colocasse os sapatos? Talvez seja melhor reforçar para ele que era o que precisava para ir brincar. Não se trata de “comprá-los” ao oferecer brinquedos ou atividades fictícias e, sim, que aprendam que, para cada atividade, existem ferramentas específicas.
  5. Afaste-se das tentações: os pequenos conhecem muito bem quais são os pontos fracos dos pais. Quando não conseguem o que querem, saberão utilizá-los. Se você caiu nesta armadilha e se vê em um momento de raiva, afaste-se e esclareça a seu filho que voltará para falar tranquilamente quando ambos estiverem mais calmos. Ter um minuto de descanso vai lhe ajudar a pensar melhor na estratégia para enfrentar a birra - e você não vai perder a paciência tão fácil.

 

O problema está na hora das refeições? Veja como a blogueira Patrícia Cerqueira resolveu a questão em casa, quando o filho Miguel começou a mostrar e impor seus gostos.

E você já passou por pelos “terrible two”? Conte-nos como foi sua experiência e como a superou.