Bebês

A angústia da separação

Por Marina Breithaupt

Já ouviu falar sobre a crise que começa por volta dos 7 ou 8 meses dos bebês?

A angústia da separação

Se você pesquisar na internet ou mesmo perguntar para suas amigas, ouvirá bastante coisa sobre a tal angústia da separação. Muito também se fala sobre o tema quando ela inicia, os motivos e como superá-la. Porém, muito pouco se fala sobre quando de fato isso pode começar a acontecer.

Acredito que por volta de 7 ou 8 meses, ou até antes, o bebê começa a perceber que não é mais parte integrante da mãe. Ele começa a notar que é um ser independente e isso é um grande marco no desenvolvimento e, claro, como toda novidade, pode ser um processo assustador.

Os meus filhos sempre foram bebê apegados e que demandavam muito da minha atenção e presença pelo simples fato de que sempre passaram mais tempo comigo. Sendo assim, deve ter sido mesmo complicado para eles assimilarem essa independência.

O que, na minha opinião, amplia muito a crise é que nessa fase os bebês estão se desenvolvendo em diversas outras áreas. São muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo. Imagina como deve ser difícil par eles lidarem com tudo isso?

Acredito que seja mesmo assustador e, portanto, é comum que eles fiquem mais inseguros nesse período e assim as cenas de choros e birras se tornem mais constantes.

A gente precisa ter calma. Por experiência própria, sei que conversar com o bebê é sempre a melhor atitude para vencer a maioria dos desafios do desenvolvimento. Eles entendem tudo, acredite!

Até brincar de "esconde-esconde" (o famoso "achou!") que os bebês tanto gostam também ajuda, pois eles passam a entender que mesmo que a gente fique fora do alcance da visão, iremos reaparecer. Brincar muito, estabelecer vínculos e principalmente nunca mentir.

Sabe aquela fugidinha que a toda mãe já deu acreditando que assim o sofrimento do bebê poderia ser menor? Então, de nada ajuda.

Temos a impressão que funciona a curto prazo, mas a longo prazo essa pequena "mentira" da escapada acaba por minar a confiança do bebê e então ele pode achar que a mamãe desaparecerá a qualquer minuto.

Como disse lá no início, muito se encontra por aí sobre esse processo e sobre como lidar, há muita experiência de outras mães compartilhadas na internet e isso é muito bom! O que não encontrei ainda é sobre quando de fato ela acaba.

Mel está com 1 ano e 5 meses e estamos no auge da angustia da separação. Eu converso muito com ela e lido como lidei com os irmãos, mas parece que cada criança é mesmo única e, sendo assim, nos cabe dar segurança para que atravessem essa fase, dure ela o quando durar!

E você, já viveu isso? Compartilhe sua experiência aí nos comentários. Quanto mais informações, mais mães conseguimos auxiliar, não é mesmo?

Um beijo,

(Imagem: Shutterstock)