Bebês

A autoestima depois da gravidez

O novo corpo e a nova rotina abalam o emocional de qualquer mulher. Não se preocupe: isso não acontece só com você...

A autoestima depois da gravidez

Durante a gravidez, toda mulher se sente mais poderosa, responsável, confiante. A autoestima costuma ir lá em cima, não é mesmo? Mas depois do nascimento do bebê, a situação pode se revelar bem diferente...

A mulher deixa de ser o foco e os hormônios estão a mil. O corpo demora para voltar à antiga forma e a nova rotina da mãe também dificulta a dedicação à beleza. Não é de surpreender que a autoestima, nessa fase, vá lá pra baixo.

“Depois que o Marcos nasceu, eu fiquei meio desesperada. Todo mundo me dizia que a gente desinchava rapidinho após o nascimento, então eu estava bem tranquila. Mas na primeira semana pós-parto eu só tinha perdido 5 kg, sendo que engordei 12 kg. Sem o bebê, a barriga continuou inchada, com um formato estranho, meus cabelos caíram demais", relembra Marcela Balieiro, 30 anos, assistente financeira, que revela ter chorado várias vezes, crente que nunca voltaria a ter o corpo de antes.  

Aviso aos navegantes, ou melhor, às recém-mamães: a autoestima é algo que vem de dentro. Muito mais do que se sentir bonita por fora, a mulher tem que estar bem com ela mesma. Se está tudo bem com a autoaceitação, o físico torna-se secundário.

“O aspecto mais importante nesse momento é, sem dúvida, o estado emocional da mulher, que cumpre o que chamamos de ‘função materna’. Atentar para a sua saúde psíquica é o primeiro passo para que os demais aspectos entrem nos trilhos, aos poucos”, pontua Alessandra Barbieri, psicóloga do Instituto Sedes Sapientiae.

Como a profissional lembra, é possível, sim, superar esse períodoo da vida, construindo maneiras menos penosas de vivê-lo. “E é preciso lembrar sempre: é uma fase circunstancial”, garante.

Para dar uma forcinha às mães nessa situação, com a ajuda da especialista Alessandra, elaboramos algumas dicas - mantras, na verdade! - para deixar a autoestima lá em cima!

Não se cobre tanto

Na gravidez, a gente tem a ideia de que será a mãe perfeita e fará tudo certo. Com o bebê nos braços, a situação é diferente. Nem sempre conseguimos realizar o que idealizamos, mas fazemos o que conseguimos. Não vale se culpar por isso. Menos cobranças, menos frustações.

Delegue e peça ajuda

Você acaba de ganhar uma nova tarefa na sua vida (a maior delas, diga-se!): a maternidade. Por isso, é natural que seu ritmo e tempo sejam menores para se dedicar ao que já fazia antes. Será que precisa mesmo dar conta de tudo? Delegue, peça ajuda, não se estresse.

Entenda que é passageiro

Calma! Os primeiros meses são realmente os mais difíceis e impactantes. Depois, tudo começa a fluir: o bebê vai crescendo, você vai se acostumando, o corpo desincha... Com algum tempo, descobrirá maneiras e lacunas no dia a dia para voltar a cuidar de si, tal qual fazia antes.

Desabafe

Arranje alguém com quem conversar sobre suas angústias e as “bobagens” do cotidiano. É imprescindível lembrar que há vida fora do seu mundo, além de você e do bebê. Não se esqueça das amigas. Elas continuam lá depois da gravidez, viu?

Não se sinta escrava da amamentação

Ela é a principal “mobilizadora” da sua rotina. Que tal driblá-la? Tire leite, congele, peça para o pai, a avó, o tio ajudar com a mamada para que você possa sair um pouco, pintar o cabelo ou dormir, simplesmente. Se isso faz bem para você, fará bem para a criança.

Não queira acertar sempre

Lembre-se de que sua maneira de ser mãe é singular, só sua. Modelos (da própria mãe, da vizinha, dos livros, da internet) podem servir como inspiração, mas é no dia a dia que você vai, aos poucos, construindo a sua maneira de cuidar do seu bebê. Lembre-se sempre: a melhor forma de se dedicar a uma criança é aquela que só a mãe dela sabe fazer, ninguém mais.

(Foto: Getty Images)