Bebês

Manual para lidar com as visitas do recém-nascido

Saiba como, elegantemente, pedir para os amigos e parentes tomarem certos cuidados com o bebê

Manual para lidar com as visitas do recém-nascido

Quando o recém-nascido chega em casa, amigos e parentes querem vê-lo o mais rápido possível. E é aí que começam alguns dramas de pais e mães.

É a tia que quer ficar beijando o pequenino, a priminha que cisma em fazer bilu-bilu em sua boquinha, a amiga que chega gripada para conhecer seu filhote... Mais do que frescura, essas situações colocam em risco o pequeno, que ainda não tem todas as defesas do corpo em ação.

“É recomendado que as visitas sejam breves. E quem se encontra com problemas respiratórios devem deixar para conhecer o bebê depois”, salienta Clery Gallaci, neonatologista do Hospital e Maternidade Santa Joana, de São Paulo.

Além disso, esse é um período em que a mãe está se adaptando à nova vida e à amamentação e o barulho e a agitação podem incomodar um pouco.

Mas como avisar aquela amiga querida de que é melhor deixar a visita para depois se ela está gripada? Ou pedir para os avós higienizarem as mãos antes de segurarem o netinho?

Essas são situações que deixam os pais numa tremenda saia justa. Para Claudia Matarazzo, consultora de etiqueta e autora de vários livros sobre o assunto, a mãe tem que impor os limites, sem se preocupar com a reação da visita.

“A mãe tem desconto sempre”, brinca. A mesma opinião tem Ligia Marques, também consultora de etiqueta. “É importante que a mãe seja firme em suas solicitações às visitas”, diz. Lembre-se que quem está errando são eles, não você.

Mas isso não significa ser indelicada. Veja as dicas das consultoras de como lidar diante de comportamentos inadequados das visitas.:

. Segurar o bebê sem higienizar as mãos

Assim que a visita pedir para pegar o recém-nascido, Ligia Marques orienta para que os pais logo avisem: “Vamos passar um álcool na mão antes? Está lá no banheiro, onde você pode lavar as mãos também. Sabe como é, bebês são muito sensíveis”. Vale também deixar alguns vidrinhos de álcool gel-espalhados pela casa, bem à vista.

. Visita gripada ou com outro problema de saúde

Se a pessoa telefonou antes e você reparou a voz alterada, seja direta: “Estou vendo que está gripada. Você se incomoda em ver o bebê outro dia? Ele ainda não tomou todas as vacinas”. Mas se a visita já está na sua casa, o jeito é abrir janelas para deixar o ambiente bem ventilado. Depois, avise: “Adorei que você veio, mas acho melhor deixar para pegá-lo outro dia”.

. Beijos na bochecha e na mão

Se a visita já beijou o recém-nascido, o jeito é evitar o próximo. E aí a mãe tem que rápida e ir direto ao assunto. “Ela pode pedir desculpas e dizer que sabe que é uma tentação beijar e amassar aquela fofura, mas que os médicos recomentam que não se faça isso ainda”, recomenda Ligia Marques.

. Perfume muito forte

Abra as janelas da casa e leve o bebê para a sala. Assim, evita que o cheiro fique impregnado no quarto. Também vale enrolar o bebezinho numa manta, protegendo-o ao máximo do contato com o odor e deixá-lo o mínimo possível com a visita. Fale que você precisa olhar como está a fralda, por exemplo. Faça o mesmo quando reparar que a pessoa está falando muito perto do pequenino.

. Visitas muito longas

Para Claudia Matarazzo, a visita ao recém-nascido não deve ultrapassar 30 minutos. E isso depois de um mês de vida. Antes, é melhor deixar um presentinho com o pai ou até na portaria do prédio e aguardar um período para conhecer o bebê. Mas se a visita aparecer e se prolongar, a mãe pode avisar que tem que dar banho e amamentar o filhote e que isso requer atenção total dela. É o sinal de que é hora de ir embora. E não se preocupe em servir um banquete. Um cafezinho já está de bom tamanho!

(Foto: Getty Images)