Bebês

A maternidade através de fotos

O que é a maternidade para você? Mães responderam a essa pergunta e mostram as imagens que mais representam a forma como elas enxergam a vida ao lado dos filhos

A maternidade através de fotos

O Dia das Mães está aí e, para celebrar essa data tão especial, não existe melhor forma do que exibir a maior riqueza da vida materna: os filhos.

Conversamos com mães de diferentes idades e histórias e perguntamos o que era a maternidade para cada uma delas. As respostas estão registradas abaixo em depoimentos e fotos. Confira:

“A maternidade chegou de surpresa e me faz aprender um pouco a cada dia, desde a gestação. Ainda temos apenas três meses juntas, de parceria, convivência, amor e maternidade, mas a conexão é tão forte. Cada momento é incrível e as sensações são tão maravilhosas que já não lembro como era viver sem ser ou me sentir mãe. Acredito que nós não temos como nos preparar, mas, quando a maternidade acontece, simplesmente percebemos que estávamos prontas e que o dia a dia nos torna especialistas aos poucos, aprendendo da melhor forma: na prática. Errando, repetindo toda ação e agindo com o coração. A maternidade é transformadora!”, define Eveline Dias Almeida, 28 anos, publicitária, fotógrafa e mãe da Luna, que tem 3 meses e meio, ambas na foto acima.

Parceria em tempo integral

“Quando uma mulher se torna mãe, ela ganha mais do que um filho. O filho é uma extensão nossa, é uma companhia para tudo que fazemos. Estar em contato com a natureza, passeando com minha filha, é o que mais me agrada fazer. Para mim, a maternidade transforma a mulher numa líder que conduz a partir do exemplo. Com o nascimento de Eva, um turbilhão de emoções habitam os meus dias: alegria, medo, preocupação, dúvida. Mesmo assim, eu me apego no amor mais puro que já senti e restabeleço as minhas forças para ser o melhor exemplo de pessoa que ela possa ter em sua vida”, diz Karina de Carvalho Cruz, 29 anos, profissional de marketing e mãe da Eva, que hoje tem 1 ano e 3 meses.

Olhos nos olhos

"Maternidade é um conceito ainda recente para mim: sou mãe há apenas 3 meses. O que posso dizer é que só hoje entendo a frase que ouvi tantas vezes de minha mãe de que ser mãe é ‘padecer no paraíso’. É uma mistura de muito amor ao meio de muito cansaço e sempre uma pontinha de arrependimento de que poderia ter feito alguma coisa melhor. É mesmo uma doação total, do seu corpo, da sua alma, do seu tempo. Mas todas as 23 horas e meia de esforço trocando fralda, dando banho, amamentando de madrugada, carregando de um lado para o outro, acalmando do choro, balançando para fazer dormir, entretendo enquanto você tenta colocar a louça para lavar, são compensados por aquela meia hora em que ele está sorrindo ou quando está olhando nos seus olhos enquanto toma o seu leite ou quando você percebe em seus olhos a satisfação de ter descoberto algo novo", garante Karoline Kerber, 28 anos, economista e mãe do Arthur, de três meses.

Maternidade na hora certa

“Na vida, a gente acaba sendo mãe não no momento ideal, mas na hora certa, na hora real. No meu caso, engravidei depois dos 40 e só tenho a agradecer, porque sei que para mim foi a hora certa. Esse é o verdadeiro sentido da maternidade: não importa como ela chega à nossa vida, com qual idade, condição financeira ou época. O que importa é a maneira como a gente aproveita esse momento mágico. Ter os nossos filhos por perto é um dos maiores privilégios da vida”, frisa Adriana de Castro, 48 anos, jornalista e mãe do Antonio e do Davi, que hoje têm 6 e 4 anos.

Filhos estimulam sonhos

“Depois que fiquei grávida dei uma reviravolta na minha vida. Minha filha me deu a força para seguir meu sonho e, por causa dela, me tornei paleontóloga. Essa foto foi tirada na primeira oportunidade que tive de levá-la a um trabalho de campo. Eu me vejo na maternidade como uma mãe que acompanha, mas quer ver a filha seguindo seus próprios passos e busca também aprender com ela. Essa foto reflete esse momento, em que eu apresentei um novo mundo para ela. Eu não podia ficar o tempo todo dando atenção, mas ao mesmo tempo, estava por perto. Ela sabia que eu estava lá, que podia contar comigo, mas fazia suas descobertas e dava seus passos sozinha. Somos companheiras e independentes”, comenta Roberta Veronese, 40 anos, paleontóloga e mãe da Isadora, de 12 anos.

Apoio é fundamental

“Quando descobri que estava grávida, explodi de emoção. Mas depois veio o medo de tudo: do financeiro, do errar na criação, de um pequeno ser inocente vir a um mundo um tanto bagunçado. Passei pela gravidez com uma montanha-russa de emoções. Mas essa é a mais pura verdade: as situações ao redor influenciam muito as emoções, porém, quando temos apoio e carinho das pessoas que se importam, é olhar para os momentos ruins e dizer que vale a pena. Minha maternidade foi rodeada de pessoas que cuidaram, apoiaram e deram o carinho que eu e minha bebê precisávamos para aproveitar cada momento. E meu coração de mãe é só gratidão a cada um deles por isso”, pondera Náthaly Valentina, 27 anos, consultora de estilo e mãe da Manuella, de 4 anos.

A vida se transformando

“A maternidade foi um momento único na minha vida, que vivi duas vezes, e me proporcionou uma paz interior que nunca havia experimentado com nada antes. O que mais me impressiona quando observo meus filhos é que é inacreditável como temos condição de gerar outro ser, como se estivéssemos regando uma plantinha, e que de repente tudo o que pensávamos sobre a vida, toda a nossa rotina vai mudar. E que, apesar de todas essas mudanças e inconstâncias que passamos, tudo ainda faz o maior sentido do mundo, como nada fez antes e como nunca pensamos que algo faria”, compara Katyuscia Lurentt, 35 anos, cirurgiã dentista e mãe da Amanda, de 5 anos, e do Felipe, de 1 ano.

Vida mais leve

“A maternidade me trouxe uma maturidade muito grande. É até um pouco assustador, no início, quando percebemos que existe um ‘serzinho’ completamente dependente de você. Mas, ao mesmo tempo, a maternidade deixou minha vida mais leve, mais pura, mais humana e deu um sentido maior para a minha existência. Esse amor que já existe desde a gestação vai crescendo a cada dia e não tem fim. A cada olhar, a cada gesto de carinho, a cada aprendizado, meu coração se derrete todo e, muitas vezes, chego até a chorar de tanto amor! Agradeço a Deus todos os dias por ter me concebido essa benção de ser mãe e aprender tanto com eles”, compartilha Gabriela Arjona Jensen Kupper, 29 anos, cirurgiã dentista, mãe da Manuela, de 1 ano e 7 meses, e grávida de 8 meses do Eduardo, na foto com o marido Gustavo.

(Fotos: Carol Freitas [Eveline Dias Almeida], Ana Vitale [Adriana de Castro]/ Arquivos pessoais)