Bebês

Nomes estrangeiros para o bebê

Ampliar o leque com opções tradicionais de outros países pode ser uma ótima saída, mas os pais precisam estar atentos a algumas questões

Nomes estrangeiros para o bebê

Escolher o nome do bebê é uma missão difícil. Afinal, a decisão afeta a vida toda de uma pessoa, seja na infância ou na fase adulta. E são tantas as possibilidades…

Só aqui no Brasil, segundo o Censo Demográfico 2010, existem mais de 130 mil denominações diferentes, espalhados entre 200 milhões de habitantes.

Dentro desse número, há muitos nomes de origem estrangeira. Mas será que é uma boa dar um nome de outra nacionalidade a um bebê?

Os motivos por trás da seleção podem ser os mais variados. Mariana Pascowitch Farfel, por exemplo, é mãe do Max, de 2 anos, e está grávida do Tomas.

“Queríamos nomes internacionais que pudessem ser facilmente falados em português, inglês e hebraico. Afinal, nunca sabemos o dia de amanhã... Se tiverem que morar fora, eles não terão problemas”, argumenta.

A mesma questão motivou Karen Setton, que escolheu para os filhos os nomes de Freddy (hoje com 4 anos e meio), Tommy (3 anos) e Julie (7 meses).

Descendência também é outro fator que influencia bastante. Além, é claro, da vontade de manter referências e tradições familiares. “Meu filho se chama Simon Joseph. Eu escolhi porque é o nome do meu pai. Acho lindo!", comenta Olga Cohen Glebocki sobre o pequeno de 2 anos e 4 meses.

Muitas famílias também acabam optando por prenomes de outras nacionalidades pelos seus significados. É o caso da Imaly Baumflek, mãe da Maaian, de 6 anos, e do Natan, 1 ano.

“Maaian significa ‘manancial’ ou ‘uma fonte inesgotável’ em hebraico. Escolhi esse nome porque conheci meu marido em Israel e é uma homenagem à minha avó, que era uma fonte inesgotável de amor, sabedoria e bondade. Ela faleceu quando eu estava grávida”, lembra-se Imaly.

Já Natan, segundo ela, significa “dar” ou “o que foi dado”, “um presente”, também em hebraico. “Escolhemos o nome porque, além de ser o nome do meu avô, tive uma gravidez de risco (entre outras anteriormente perdidas) e a chegada dele foi realmente um presente na nossa família”, revela.

As dificuldades do nome

Ganhar um nome não tão comum pode ter seu lado bom e seu lado ruim, como tudo na vida. Claro que não há como prever como será para cada criança, mas apesar do fato de garantir um toque exótico e uma certa exclusividade, isso também pode causar constrangimentos.

“Trata-se de algo muito impactante na vida de uma pessoa, pois constitui sua identidade. Por isso, é importante que os pais façam suas escolhas conscientes e pensando em uma série de fatores, como: Ele vai gostar? Pode ridicularizar meu filho? As pessoas vão entender?”, aponta Julia Bittencourt, psicóloga especializada em Terapia Familiar Sistêmica e em Psicologia Perinatal e Parental.

Por isso, é uma escolha que tem que ser feita com muito carinho!

Diminuindo as barreiras

Algumas dicas podem ajudar seu filho a lidar melhor com seu nome, seja na escola ou em qualquer grupo de convivência. A primeira delas é escolher uma alternativa que tenha pronúncia fácil na língua portuguesa.

Assim, evita-se o constrangimento de ter que repetir a toda hora como escreve ou fala ou responder a pedidos para soletrar.

Outra dica dada por Julia é contar para o filho o motivo, a história, o significa, que levaram à escolha. Assim, aumenta a relevância e é mais uma informação para a criança contar quando for questionada.

Uma questão que vai além do nome

É importante os pais conversarem com as crianças sobre as diferenças entre as pessoas, lembrando que a forma como é chamada é mais uma delas. “Assim como ela tem nome estrangeiro, vai ter coleguinha que vai ter nome brasileiro, mas que mesmo assim não vai gostar do próprio nome ou que vai sofrer com brincadeiras da turma. O importante é ter respeito pelas diversidades desde cedo!”, defende Julia Bittencourt.

Mais importante: ensinar à criança que ela não deve se deixar abater pelas opiniões dos outros, pois algumas são positivas e outras, não. “Por isso é preciso filtrar! E esse é um aprendizado importante desde cedo também”, finaliza.

Nomes para se inspirar

Listamos 10 opções bem populares que têm origem estrangeira para você copiar:

  1. Pablo: de origem espanhola, significa “pequeno” ou “de baixa estatura”. Aqui no Brasil, sua versão mais comum é Paulo.
  2. Yasmin: nome persa que significa “jasmim” ou “flor perfumada”. Nos países de língua inglesa é mais empregado como Jasmin ou Jasmine (tal qual a princesa da Disney).
  3. Michael: é a versão inglesa do hebraico Mikhael (o mesmo que Miguel, em português), e quer dizer "quem é como Deus?".
  4. Emily: também versão inglesa de Emília, significa “aquela que fala de modo agradável”. As variantes mais comuns são Emilly; Emilia (em espanhol e italiano) e Emilie (em francês).
  5. Robert: é a variante inglesa de Roberto, bastante popular no Brasil, em Portugal e na Espanha. Significa "aquele que brilha na glória", "fama brilhante" ou "brilhante na glória".
  6. Anne: é uma forma francesa de Ana, que vem do hebraico Hannah, através do latim Anna, e significa "graça” ou “cheia de graça". Também é utilizado entre os falantes das línguas inglesa, escandinava, finlandesa, alemã, holandesa e basca.
  7. Ryan: opção irlandesa que significa “pequeno rei”. Ryan (ou Rayan) também existe no árabe, sob a forma de Rayyan, e significa "portas do paraíso".
  8. Pietra: italiano de origem grega, significa “pedra”, “rochedo” ou “firmeza”. Pode aparecer grafado como Pyetra e é o feminino de Pietro (ou Pedro).
  9. William: significa "protetor corajoso" ou "o que deseja proteger". A história conta com vários reis e imperadores, além de personalidades famosas com esse nome, especialmente no Reino Unido e nos Estados Unidos.
  10. Louise: é a versão francesa de Luísa e significa "combatente gloriosa", "guerreira famosa" ou, ainda, "famosa na guerra".

 

(Foto: Getty Images)