Bebês

Os conselhos mais bizarros que as grávidas ouvem

No universo materno, o que tem de sobra é conteúdo recheado de crendice e lenda que sempre chega ao ouvidos da gestante. Alguns, aliás, extrapolam o limite do bom senso

Os conselhos mais bizarros que as grávidas ouvem

Pode ser a bisavó centenária, a atendente de uma loja, um estranho na rua, há sempre alguém disposto a dar um conselho “valioso” para a mulher grávida.

No meio desses discursos, encontramos muita coisa estranha, sem fundamento científico, um tanto divertido, mas também algumas “pérolas” que nunca deveriam ter saído da boca de alguém.

Entre as mães, há quem não queira arriscar a sorte, ignore totalmente o comentário, fique espantada com as recomendações e, também, quem entra na brincadeira e deixa a pessoa se enrolar nas esquisitices.

Conversamos com algumas mulheres que toparam contar conselhos bizarros que ouviram enquanto estavam grávidas:

“Coloca o chinelo, senão o bebê pega friagem”
A professora Tamara Von Tein, 33 anos, de Ubatuba (SP), estava grávida de 5 meses de seu filho Cainã quando ouviu a frase da sogra. A explicação era de que seu filho, pai do bebê, tinha muita dor nas pernas porque ela havia enfrentado muita friagem quando estava grávida dele. “Fiquei tão atônita com a frase que encerrei a conversa dizendo que, por essa teoria, as crianças daquelas mulheres das tribos da África, de um calor absurdo e que só andam descalça, iam pegar insolação", diz.

“Não pode torcer a roupinha do bebê depois de lavar para não dar cólica”
A consultora de alimentação Nathália Rodrigues Ferreira Donato, 32 anos, de Santos (SP), estava no oitavo mês da gravidez de sua filha Gabriela (4 anos e meio), quando ouviu a pérola da ajudante doméstica de seu avô. “Eu estava lavando as roupinhas para esperar a chegada da Gabi e respondi à moça que o ideal era não torcer a roupa com o bebê dentro dela, porque aí sim poderia dar alguma cólica", diverte-se.

“Não durma com corrente no pescoço; o bebê nasce com o cordão enrolado”
Foi a tia da secretária executiva Mariana Caraponale Cunha, 35 anos, de São Paulo (SP), que disse a frase curiosa quando a moça estava grávida do primeiro filho, Gustavo, hoje com 6 anos. “Ela falou com convicção! Minha mãe já reforçou a mensagem com um desses olhares de: ‘sua louca, tira isso já’. E eu nunca mais esqueci de tirar qualquer coisa do pescoço antes de deitar”, reconhece Mariana, que também é mãe de Maria Eduarda, 2 anos.

“Não coloque uma chave de carro entre os seios. Sua filha vai nascer com lábios leporinos”
A professora Luciana Gomes, 38 anos, de São Paulo (SP), encontrou na casa de seus pais uma prima que não via há muitos anos. A frase estranha foi dita pela moça quando Luciana pegou a chave do carro para sair. “Perguntei a ela quem havia dito isso e ela respondeu que foi nossa avó, que tem 72 anos. Eu expliquei tudo o que levava uma criança a nascer com lábio leporino. Ela disse que não sabia das coisas que eu falei, mas na dúvida era melhor não colocar a chave nos seios”, recorda-se a mãe de Beatriz, 4 anos.

“Não veste roupa amarela no neném, porque dá aquela doença que deixa amarelo!”
Cristiane Maria Pacheco Iacone, 33 anos, desenvolvedora de São Paulo (SP), é filha de médico e ficou espantada quando ouviu tal informação. “Na época, eu era muito novinha, mas achei aquilo uma das coisas mais absurdas que ouvi, porém, não respondi nada, dei corda para ouvir mais. Depois de um tempo, levantei e fui rir, tamanho o absurdo!”, recorda a mãe de Giselle, de 16 anos.

“Que pena que você não pode ir à praia com esse solzão, porque pode cozinhar o bebê”
Foi isso que uma frentista disse à Mirna Petrika Paini, 33 anos, servidora pública, de Praia Grande (SP), quando ela estava grávida de Luiz, hoje com 3 anos. “Fiquei com cara de boba olhando para a moça e tentando entender se ela estava brincando ou falando sério e a única coisa que saiu foi um ‘Como assim?’. Ela disse que o irmão havia dito a ela, quando também estava grávida, que tomar muito sol na barriga fazia ferver a água da bolsa. Tentei explicar rapidamente que isso era impossível, mas ela falou que preferiu prevenir que remediar”, conta.

“Pare de chupar limão que vai afinar o sangue do bebê”
Foi uma pessoa bem próxima que recomendou essa estranheza à pedagoga Mariana Palezi, 39 anos, de São Paulo (SP). Na hora, ela interpelou: “Como é isso?”, usando uma técnica aprendida na aula de psicologia da educação. “A minha pergunta a pegou desprevenida e, como ela não sabe responder, não há resposta automática, ou seja, a conversa se encerra ali”, explica a mãe de Caetano, de 2 anos.

“Qualquer coisa que você encostar no peito vai marcar a criança. É por isso que crianças nascem com sinal na pele”
Uma tia muito próxima e querida foi quem disse falou para a social media Cristiane de Oliveira, 36 anos, de Nova Iguaçu (RJ). “Eu engravidei muito nova, aos 14 anos, e essa tia falava coisas para nós como uma espécie de repasse de sabedoria, então a gente respeitava muito o que ela falava. A verdade é que isso sempre me impressionou e eu nunca encostei nada no seio, durante minhas gestações”, reconhece a mãe de Warllen (22 anos), Warllison (17 anos) e Victor Matheus (11 anos).

(Foto: Getty Images)