Bebês

Porque eu mudei de ideia sobre as visitas no pós-parto

Por Nívea Salgado
@Mildicasdemae

Depois de fazer uma grande campanha para que as pessoas me visitassem apenas na maternidade, descobri que era melhor mudar minha postura

Porque eu mudei de ideia sobre as visitas no pós-parto

Engraçado como a maternidade muda nossa perspectiva de diversas maneiras! Toda mãe, querendo ou não, passa por uma revisão de crenças: quando um filho nasce, você percebe que seus antigos discursos podem não fazer mais sentido (sabe aquela criança mal educada que faz birra no shopping? Pode ser a sua!).

E posso dizer que essa reavaliação do mundo começou cedo - poucos dias depois de chegar em casa da maternidade, descobri que um dos meus maiores pedidos durante a gestação era uma grande furada: o de não receber visitas em casa por pelo menos um mês.

Eu sei que você pode estar pensando: "mas que mãe gosta de receber visitas em uma fase tão complicada, em que você mal sabe como amamentar o bebê, ou colocá-lo para dormir?". Pois era exatamente isso o que eu pensava, antes do nascimento de minha filha Catarina. E seguindo essa lógica, fiz uma grande campanha para que as pessoas me visitassem na maternidade, e não na minha residência. Mas, pelo menos para mim, as coisas funcionaram de forma diferente do que havia imaginado!

Em primeiro lugar porque minha disposição para receber as pessoas na maternidade era pequena. E se você passou por uma cesariana, como eu, entende muito bem o porquê: sua barriga dói, você mal consegue se levantar, a quantidade de gases que se movimentam em seu interior é enorme!

Além disso, você está se acostumando à ideia de ter um bebê nos braços, precisa aprender a fazer a pega correta durante as mamadas (melhor ali, com a ajuda das enfermeiras, do que sozinha em casa), tem muito sono, mas pouca disposição para dormir. Então eu pergunto: como receber bem pessoas tão queridas, com esse turbilhão de novidades acontecendo?

Por outro lado, ficar sozinha em casa com um bebê que não fala, não responde, e passa boa parte do dia chorando foi um grande desafio. Depois de duas semanas, eu torcia para que o telefone tocasse, para que eu pudesse conversar com alguém. E, timidamente, fazia o inesperado convite: "mas você não quer dar uma passadinha por aqui?". Silêncio do outro lado da linha (quem mesmo tinha dito que preferia não receber as pessoas por um bom tempo, para se ajustar à rotina do bebê?). 

Felizmente os amigos e parentes começaram a perceber que tudo o que eu desejava era uma boa companhia! Começaram a aparecer, provando que nem sempre nós sabemos de pronto o que é o melhor para nós e os pequenos nesse maravilhoso mundo da maternidade!

(Foto: 123RF)