Bebês

Sling "salva" as viagens de famílias com bebês

Por Samantha Shiraishi
@maecomfilhos

A verdade é que muitos roteiros lindos, clássicos e elegantes são pouco acessíveis para quem usa rodinhas. E aqui entra este item supersimples e útil

Sling "salva" as viagens de famílias com bebês

Quando estive em Paris me deparei com algumas estações de metrô onde me parecia impossível uma pessoa com necessidades especiais subir ou descer. Na época eu tinha os meninos grandes e nem sonhava com um novo bebê, o que me fez concentrar as preocupações sobre acessibilidade das cidades antigas nos amigos cadeirantes e nas muitas malas que pensamos em levar nas viagens.

A verdade é que muitos roteiros lindos, clássicos e elegantes são pouco acessíveis para quem usa rodinhas. E aqui entram os pais com bebês ou crianças de colo, habituados a sair com carrinho para acomodar os pequenos quando dormem ou cansam. 

Ciente disso, nesta vinda a Buenos Aires com uma bebê, um meninão e um adolescente, pronta para roteiros que atendessem a diferentes interesses, lancei mão de um superapoio para "famílias que têm rodinhas nos pés": o sling.

O legal é a simplicidade deste acessório, que é basicamente um grande pano de algodão com o qual o bebê é amarrado com firmeza ao corpo da mãe ou do pai. Os defensores do sling também atribuem a ele outras vantagens, como o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho e a criação de bebês mais relaxados. Falei um pouco isso num outro post sobre Criação com apego.

Como lembrou a querida amiga Sut-Mie Gilbert (editora do Viajando com os Pimpolhos), o sling se torna um item indispensável de viagem quando se tem mais de um filho. Além de ser leve e fácil de guardar, facilita a vida liberando as duas mãos para qualquer eventualidade, para ajudar a criança mais velha, empurrar o carrinho ou usar metrô. 

No meu caso, serve também para amamentar em público sem chamar atenção, pois Manu ainda tem 7 meses e gosta de mamar no meio do dia. Sou adepta do aleitamento em livre demanda (quando o bebê quer) e o sling me permite manter este hábito mesmo fora de casa e até em situações ou países onde não sei bem como será a reação das pessoas. 

Curiosamente, este acessório entrou na nossa vida agora. Quando tive os meninos mais velhos, em 2000 e 2002, não era "moda", o se que usava era o "canguru" que eu sempre achei desconfortável (mas meu marido gostava de usar para passeios ao ar livre).

Nesta última gestação, comprei um sling do Carinho de Pano, um modelo com argola, muito bom para bebês pequenos, e ganhei um sling do modelo wrap de uma querida amiga que é obstetra e mantém um grupo de apoio a grávidas e mães no Facebook, o Gravidinhas e Mãezinhas. É este, superadequado para os bebês maiores, que trouxemos para Buenos Aires e desfilou com gente nas escadarias do Teatro Colón, no metrô a caminho do Zoológico (lá tem carrinhos para bebês) e no passeio de bicicleta no Parque Tres de Febrero.

Você também tem histórias de passeios ou viagens com sling? Compartilhe nos comentários! Vamos reunir esta turma de famílias por aqui!