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Troca de fraldas: cuidado com a segurança do seu bebê

Seu filho não para quieto no trocador? Toda atenção é pouca para evitar acidentes!

Troca de fraldas: cuidado com a segurança do seu bebê

Toda mãe de primeira viagem tem dúvidas se vai conseguir fazer direitinho a higiene do bebê. Mas bastam alguns dias – o treinamento é intensivo, é verdade! – para descobrir que a troca de fraldas não é um bicho de sete cabeças.

Porém, conforme o bebê conquista novas habilidades, o que era uma tarefa rotineira se transforma em uma aventura: ele tenta virar de lado, de bruços, pegar os objetos ao redor... E quem consegue passar a pomada no bumbum e fechar a fralda?

É hora de redobrar a atenção para evitar acidentes e a recomendação é ainda mais válida para os pais que utilizam o trocador.

Pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Pediatria em um hospital de São Paulo mostrou que, do total das crianças menores de 1 ano internadas por causa de quedas na unidade de tratamento semi-intensivo e na U.T.I., cerca de 35% caíram de trocadores de fraldas.

O risco é grande e basta um momento de distração – o telefone, o algodão que acabou, mensagem no WhatsApp ou o filho mais velho chamando – para o bebê conseguir virar e rolar para fora do trocador.

“Qualquer pessoa, por mais cuidadosa que seja, pode se distrair por alguns segundos. Por isso, é importante deixar tudo o que for preciso ao seu lado e ignorar as interrupções”, alerta a pediatra Andrea Bandeira da Fonseca.

Como a cabeça dos bebês é proporcionalmente mais pesada que o corpo e os pequenos ainda não têm o reflexo de protegê-la utilizando os braços, ela geralmente não escapa na queda. Traumatismo crânio-encefálico (TCE) é o termo técnico para traumas na cabeça e é classificado em leve, moderado ou grave.

“A gravidade não depende só da altura, mas também da superfície onde o bebê caiu e do ângulo com que a cabeça bateu no chão. A criança pode até não apresentar nenhum sintoma na hora, mas é importante que ela seja avaliada por um médico rapidamente”, salienta a pediatra Raquel Pessoa.

Utilizar ou não o trocador? Eis a questão...

Ainda não existe uma regulamentação de segurança para trocadores, mas os pediatras consideram a maioria das opções encontradas nos quartos dos bebês insegura.

“O ideal seria que os trocadores tivessem uma base antiderrapante, as laterais elevadas e um cinto de segurança para prender a criança”, aconselha Andrea.

Se o pequeno não fica quieto um minuto, é melhor não arriscar e evitar móveis altos. “Uma das formas mais simples e mais seguras de trocar um bebê ativo é no chão, sobre um trocador grande, plastificado”, indica Raquel.

Como Andrea complementa, uma queda de 1 metro de altura é suficiente para causar fraturas nos braços e pernas e traumas na cabeça, que podem colocar a vida da criança em risco.

Troca sem estresse

Além de zelar pela segurança, o segredo para evitar a agitação durante a troca é a distração. E não custa repetir: todo o material necessário deve sempre estar ao seu alcance.

Você também pode optar por alternativas que oferecem mais praticidade, como as fraldas-calça, que só precisam ser vestidas no bebê, o que é boa alternativa para crianças agitadas.

Tenha sempre em mente que é impossível tentar conter um bebê relutante enquanto se procura a fralda ou um body limpo na gaveta.

Independentemente da idade do seu filho, converse com ele sobre o que você vai fazer antes de começar. Se esforce para manter o clima agradável. Vale colocar uma música, cantar, inventar brincadeiras e fazer caretas.

Você também a dar um brinquedo para ele segurar. Entretido e com as mãozinhas ocupadas, o mexe e remexe é menor e a troca de fraldas ocorre com mais tranquilidade, e sem sustos.

(Foto: Getty Images)