Carreira

Como fazer a escolha profissional certa?

Por Helena e Joana Cardoso

Porque satisfação no trabalho tem tudo a ver com felicidade

Como fazer a escolha profissional certa?

Durante toda a infância, nos perguntam o que queremos ser quando crescer. Esse questionamento surge muito cedo, e as respostas são dadas de acordo com o mundo infantil, levando em consideração fatores que naquela idade parecem plausíveis: “quero ser manicure para ter todos os esmaltes do mundo”, “meu sonho é ser bailarina já que minha Barbie preferida também é” ou “minha vontade é ser médica como minha mãe”.

Aos 17, em média, nos deparamos com a necessidade de responder de fato a essa pergunta, com uma decisão que não deve mudar como a descompromissada resposta que você dava aos 5 anos, sabendo que o objetivo era apenas sanar a curiosidade de quem perguntava.

Pior, o principal interessado não é mais quem te questiona, e sim você mesmo.

Dias e noites se imaginando com jalecos, ternos, no avião, em um consultório ou home office. Com tantas opções, fica difícil escolher apenas uma. Quantas dúvidas!

Para ajudar nesse momento, diria para aproveitar a sabedoria da infância e lembrar o que para você é importante. Ter todos os esmaltes do mundo? Ter a mesma profissão que a Barbie? Trabalhar junto com a mãe? Ok, muito provavelmente as respostas mudaram, mas a pergunta essencial continua sendo a mesma: quais os seus valores?

Se um valor para você é poder criar os filhos de perto, repense sobre as profissões que exigem viagens frequentes ou retornos muito tarde para casa. Em seguida, vá aprofundando.

Você gosta de acordar cedo? Se adapta a horários rígidos ou prefere certa flexibilidade? Gosta da estrutura de uma grande empresa ou se sente mais a vontade no seu próprio negócio? Sente-se torturado ao usar terno diariamente? Tem dificuldade em trabalhar em equipe?

Se conectando a si mesmo fica muito mais claro descobrir o que combina com a gente. No final das contas, nem sobram tantas opções assim. Lembrando que felicidade tem peso dois na hora da contagem.

Por Joana Cardoso

(Imagem: Morguefile)