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Seu pet no “grande dia”

Como produzir um casamento pet friendly?

Seu pet no “grande dia”

Muitos casais têm bichinhos de estimação tão queridos que não querem deixá-los de fora na hora de comemorarem sua união. Mas, para que no dia saia tudo conforme o previsto, é preciso preparo. Só assim a cerimônia será boa tanto para os noivos quanto para os pets.

A cerimonialista Bebeta Schiavini, da Bebeta Wedding Planner, considera essencial contratar um treinador para adestrar o animalzinho antes do casamento e também para cuidar dele durante o período em que estará na festa – tanto para dar água, ração e impedir que convidados o alimentem com comidas indevidas.

Além disso, a especialista destaca a importância de trabalhar com a chance do previsto não acontecer. O plano pode furar se o cachorro for levar as alianças e, na hora, travar ou, então, sair correndo.

“É preciso ter um plano B ou até C! Sempre oriento os noivos a desapegarem se algo der errado para que o imprevisto não abale o restante da cerimônia”, diz ela.

O cuidado que Bebeta recomenda é que, se o cachorro fizer a vez das daminhas ou dos pajens, é bom as alianças não serem levadas "de verdade" por eles e já estarem a salvo no bolso do noivo, por exemplo. É a maneira de prevenir que ninguém tenha que sair correndo atrás do pet!

A administradora de empresas Claudete De Lucca, 46 anos, e o marido, Eric Nogueira, 48, comemoraram bodas de 5 anos de casados com a participação das três poodles deles: Cher, de 14 anos; Amy, 4, e Pink, de 1 ano e meio. Elas também ajudaram o casal a lembrar os convidados do dia da festa, aparecendo nas imagens do “save the date” em contagem regressiva.

Pink, a caçula, teve uma participação ainda mais especial: ficou encarregada de levar as alianças. “Como ela é pequena, para que conseguisse carregar a cestinha, resolvemos que ela ficaria conosco no altar e o pajem andaria metade do caminho para ela ir ao encontro dele”, conta a noiva.

Quatro meses antes do grande dia, Pink recebeu treinamentos do adestrador Dennis Martin. Para que ficasse segura, a preparação incluiu uma simulação do casamento, com pessoas sentadas ao redor, para que a poodle não estranhasse a quantidade de gente na hora.

Mas, no momento, Pink se assustou com os flashes dos fotógrafos, que se aproximaram para registrá-la e voltou para perto dos donos. Apesar de ter sido necessária uma segunda tentativa, tudo saiu conforme o esperado e os noivos se sentiram realizados.

“Foi uma experiência ótima! Eu estava segura porque tinha certeza de que as minhas cachorras ficariam tranquilas mesmo com muita gente desconhecida”, comenta Claudete.

Ela e o marido faziam tanta questão da presença dos pets que até mesmo a escolha do local da festa foi pensando no bem-estar deles. Estando próximo à casa dos noivos, as três cachorrinhas permaneceram apenas durante a cerimônia e foram levadas embora quando a festa começou – e não se estressaram. 

Aliás, ambientes abertos tendem a combinar mais com casamentos pet friendly, mas igrejas também podem contar com a participação especial dos bichinhos. Entretanto, não é todo espaço religioso que permite a situação, então é bom consultar previamente antes de começar os preparativos.

Outra opção para quem quer os pets por perto no casamento é fazer dele um convidado (quase) como outro qualquer. Bebeta conta que já organizou uma festa em que um cachorro foi, inclusive, vestido a caráter. “Ele pode ficar em uma guia com alguém supervisionando. Assim, aqueles que quiserem podem se aproximar dele”, indica a expert.

(Foto: Getty Images)