Comportamento

6 coisas que subestimei sobre a maternidade

Por Marina Breithaupt

Mesmo ouvindo muitas experiências sobre o fato de ser mãe, algumas situações a gente só acredita quando vivencia

6 coisas que subestimei sobre a maternidade

A gente ouve tanta coisas sobre ser mãe e a chegada dos filhos. Ouve sobre as birras e, conforme as fases vão avançando, parece que as histórias se tornam cada vez mais parecidas com pesadelos.

Bom, nessa hora, podemos pensar que muitas delas são apenas exageros ou ainda acreditar que não vão acontecer com a gente - afinal, quando não se tem filhos e presenciamos a clássica cena de uma criança se jogando no chão, auge da birra, em uma loja, é natural pensarmos: "meu filho jamais faria isso, que mãe frouxa".

Ahã!...

Tem também aquela velha história do cuspir e cair na testa e do pagar a língua, conhecem?

Parece ser a lei do mundo redondo: quando mais reparamos em algo e juramos que daquela água não beberemos, vem o destino e faz suas entregas, bem certinho.

1ª) Sobre sono ou a falta dele, por exemplo. Ouvia coisas que realmente pareciam um exagero. Um bebê não pode abalar uma família inteira. O que pode ser uma ou outra noite de sono picadinho diante da alegria de um bebê em casa? Passa tão rápido! Continuo acreditando nisso, mas preciso confessar que, quando estamos no meio dessas noites em claro, que parecem ter 200 horas, as proporções são outras. A privação do sono em noites consecutivas vão minando nossas forças; é um tipo de tortura mesmo. Ao final de alguns meses, nos sentimos cacos de gente. É mais fácil falar sobre as dificuldade do sono do bebê do que vivê-las. A boa notícia é que essa fase que parece interminável para quem está vivendo tem, sim, um fim - ou, pelo menos, ciclos, portanto respire fundo!

2ª) Todo mundo me falou, mas não acreditei que ser mãe significaria, antes de mais nada, não estar sozinha nunca mais. Me sinto assim, sempre em companhia de alguém - até nas horas mais dispensáveis - como na hora em que quero tomar um banho, ou usar o banheiro. SEMPRE tem alguém atrás de mim, ou precisando de algo nesses momentos! rs

3ª) Os terribles two ou a difícil fase dos 2 anos pode chegar antes dessa idade e durar até muitos outros anos! Sério! Estou sentindo muito mais dificuldades em educar uma criança de 5 do que senti ao cuidar de crianças aos 2 anos. Birras, testes de paciência e uma infindável gangorra emocional. Não é fácil!

4ª) Talvez eu nunca mais pare de me preocupar na vida. Quando ouvia esse tipo de coisas da minha mãe, achava que ela deveria ganhar o prêmio máximo da televisão mexicana por protagonizar cenas e mais cenas de dramalhões desmedidos. Ok, já caiu na minha testa essa questão! A cada nova fase de um filho surge um dilema e perdemos noites de sonos por motivos diferentes. Primeiro, são as cólicas e fraldas; depois, na adolescência, são as festas, a vida social que independe da gente. Pois é... Eis minha vida agora!

5ª) Sempre achei que seria o tipo de mãe relax, que criaria os filhos para o mundo e os veria bater asas sem dramas. Ahã! Pensando agora na proximidade de um inevitável intercâmbio da minha filha mais velha, chego a ter um frio na espinha. Como assim milhas e milhas distante de mim? E por tanto tempo! Sei que tenho que confiar em tudo que fiz até agora com relação à educação dela e acreditar que dei bagagem o suficiente, mas não é fácil, confesso.

6ª) Eu já sabia que amor de mãe era como ter o coração fora do peito. Sabia que esse amor era desmedido e incondicional. Só não sabia que ele se multiplicava a cada filho. Você pode ter 1000 filhos, amará cada um dessa mesma maneira, de corpo e alma. Não importa a quantidade, a gente é capaz de se dividir de uma maneira que eu nunca imaginei.

Um beijo

(Foto: Shutterstock)