Comportamento

Casar ou morar junto?

Por Helena e Joana Cardoso

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Casar ou morar junto?

Com a possibilidade de uniões menos formais, burocraticamente falando, surge também a dúvida para os casais que pretendem se unir: casar de papel passado ou morar junto, sem formalidades? 

É comum a crença de que o papel traz um compromisso maior e abençoa a união dos noivos. 

Também é verdade que rituais são importantes marcos de transição de uma etapa para outra, mas quando falamos da possibilidade de morar junto, não estamos excluindo algum tipo de ritual, que pode ser feito independente de uma cerimônia tradicional de casamento.

Portanto, essa decisão não deve ser tomada levando apenas esse ponto em consideração.

Um ritual pode ser um jantar com a família, ou a dois no dia da mudança, uma viagem que marque a transição ou qualquer situação que simbolize esse amadurecimento da relação.

O fator primordial para essa decisão é como cada um dos dois pensa em relação a isso e o que, juntos, sentem que faz mais sentido para o casal. Lembrando, claro, que o casamento é a união de duas pessoas e, portanto, não deve refletir apenas o desejo de uma delas.

Pode haver discordâncias quanto ao melhor caminho ou escolha, mas chegar juntos a um acordo é o que determina que estão aptos a viver a dois. Casamento, com ou sem papel, é aprender a negociar, levando em consideração o outro, sem esquecer de si. Porque sem isso não é casamento; é um estado civil.

Entre casar e morar junto, não existe uma maneira mais recomendada. Na prática, os dois são casamentos.

Não há casais mais ou menos casados porque não fizeram uma festa tradicional.

O que vai honrar essa junção é a entrega do casal e o que para eles baste. O melhor para cada um depende das vivências, tradições, sonhos e crenças que carrega.

Por Joana Cardoso

(Foto: Crosa | Flickr | Creative Commons)