Comportamento

Como lidar com a tristeza dos nossos filhos?

Por Marina Breithaupt

Uma angústia, sentimento ruim ou algo que a criança nem sabe explicar

Como lidar com a tristeza dos nossos filhos?

Não vivemos só de alegrias, não é mesmo? Conforme vamos crescendo, descobrimos que nosso dia a dia é um misto de sentimentos. Sentimentos que nos ensinam a compreender como anda nossa vida, como estamos lá no íntimo.

Quando algo não vai bem, sentimos tristeza. Muitas vezes, nem mesmo para nós, que somos conscientes dessa condição, é fácil lidar com ela. Mas aprender a detectar, entender e, principalmente, lidar com nossos sentimentos é importante para seguirmos como adultos seguros.

E as crianças, como lidam com isso?

Acho que para elas o primeiro contato que têm com a tristeza (ou algo parecido) é por meio da frustração. Quando algo não sai como querem, ficam bravas e frustradas.

Nesses pequenos episódios do início da infância é até comum que a gente tente sempre minimizar e fazemos de tudo para que eles não sejam tomados por nenhum sentimento "ruim". Acontece que nenhum sentimento é verdadeiramente ruim, ou seja, eles sempre nos ensinam algo e nos servem de exemplo para nos posicionarmos mediante a várias situações.

Ao longo da vida, iremos inevitavelmente ter momentos de tristeza, que podem começar cedo. Seja por uma perda na família, separação dos pais, mudanças, brigas...nossa, são tantas coisas que podem acontecer na vida de uma criança que a deixe triste!

Não importa o motivo, se grande ou pequeno, não devemos minimizar a tristeza vivida pelos nossos filhos.

Aprendi a olhar esses detalhes, a entendê-los e a orientar da melhor maneira para que eles vivam a suas tristezas e superem esses momentos. Não é fácil, eu confesso. Não dar soluções e deixá-los resolverem seus próprios problemas bem como conviver com as consequências ou aceitar quando algo é feito para eles que não podemos interferir.

Por mais que, muitas vezes, lá no fundo meu coração de mãe queira interferir nas situações, ou simplesmente fazer a tristeza deles passar, sei que não devo.

Meu papel não é apenas protegê-los, é esse também, mas é bem maior! Preciso ajudá-los a descobrir seus pontos fracos e fortes, a conviver com o que não podem mudar e a entender que nem sempre as coisas darão certo, porque assim é a vida!

Conversar é sempre a melhor maneira de auxiliá-los com relação aos momentos mais difíceis da vida.

Mostrar que coisas ruins podem acontecer na vida de pessoas de bem, que não somos responsáveis pelos erros dos outros e assim vamos guiando nossos pequenos, ensinando a lidar com tristeza, raiva e frustração.

Um beijo,

(Imagem: Shuttersock)