Comportamento

Em busca dos parentes “perdidos”

Em “Procurando Dory”, o peixinho azul sai em busca de seus pais oceano afora. Na vida real, a internet ajuda quem perdeu contato com a família

Em busca dos parentes “perdidos”

Nemo, Marlin e Dory estão de volta. A partir de 30 de junho, o trio querido de “Procurando Nemo” retorna às telonas num filme gracioso e divertido. Agora, em “Procurando Dory”, o peixinho azul e de memória curta se joga oceano afora atrás dos seus pais, com ajuda dos superamigos.

Ainda que as lembranças não sejam a melhor qualidade da protagonista que conquistou fãs há 13 anos, é muito difícil – quase impossível, na verdade! – se esquecer de quem amamos, não é mesmo?

No caso da empresária Valéria Janiques (abaixo, à esquerda, de boné), 58 anos, de São Paulo, foi graças a um primo curioso que ela se reencontrou com boa parte de sua família, depois de mais de 40 anos sem notícias. Sim, você não leu errado!

Foi navegando na internet em 2003 que o primo Élcio Janiques (acima, à direita, de regata amarela) criou uma comunidade na extinta rede social Orkut para encontrar outros usuários com o mesmo sobrenome.

Como é um pouco comum, logo Élcio e Valéria se reconheceram e lembraram das histórias de infância, ficando com ainda mais vontade de celebrarem momentos juntos novamente.

"Minha avó teve 7 filhos homens e toda a família morava no Rio de Janeiro. Quando era pequena, nos reuníamos quase todos os finais de semana na casa dela. Erámos um montão de primos", lembra Valéria. 

Seus parentes começaram a se separar quando o tio mais velho mudou-se para Brasília, no começo dos anos 60, época da fundação da capital. "Tio Áureo foi para a cidade com sua esposa e filhos. Élcio, o primo que organizou o encontro, era seu filho mais velho", detalha.

Na década seguinte, o pai de Valéria resolveu tentar a vida em São Paulo e as famílias tinham notícias apenas dos parentes por cartas durante um tempo. No entanto, logo o contato ficou mais escasso e acabaram perdendo o vínculo. Foi apenas no começo dos anos 2000 que eles se reencontraram virtualmente.

"Élcio conseguiu o telefone do meu pai e logo planejou o encontro da família, tanto com os de São Paulo quanto os que ficaram no Rio de Janeiro. Detalhe que, no ano que nos encontramos, ele mesmo estava morando no Espírito Santo!", comenta Valéria.

Depois de anos, a família reunida

O reencontro foi em 2005 e, embora alguns não tenham conseguido ir, a empresária lembra que todos se emocionaram muito. No final desse mesmo ano, Élcio faleceu.

“Ficamos sabendo que ele quis reunir a família um pouco antes pois já sabia que tinha uma doença terminal", revela. "O que para nós era um reencontro feliz foi, na verdade, uma despedida".

Por conta da distância, atualmente os encontros presenciais da família são mais esporádicos. "Mas agora temos a internet, que facilita muito para mantermos o contato. Não nos vemos há algum tempo, mas sabemos o paradeiro de todos", afirma.

As aventuras de Dory

Na nova superprodução da Disney•Pixar, o peixinho azul e esquecido Dory segue sua vida nos recifes com Nemo e Marlin até que, repentinamente, se lembra de que tem uma família em algum lugar e pode, inclusive, estar procurando por ela.

O trio de amigos embarca em mais uma grande aventura, desta vez cruzando o oceano em direção ao Instituto da Vida Marinha (IVM), na Califórnia, um centro de reabilitação e aquário, na tentativa de encontrar o pai e a mãe de Dory.

Ali, ela é ajudada pelos residentes Hank (um polvo briguento), Bailey (uma baleia branca que está convencida que suas habilidades de ecolocalização não funcionam mais) e Destiny (um tubarão-baleia míope).

A turma faz descobertas inesperadas e a história é recheada de humor e ação.

Confira o trailer abaixo e programe-se para uma divertida aventura nas férias.

(Imagens e vídeos: Acervo Disney e arquivo pessoal Valéria Janiques)