Comportamento

Eu me amo

Por Helena e Joana Cardoso

Porque esse é o maior presente que eu posso dar ao mundo

Eu me amo

Quando nos tornamos mães, devemos voltar toda atenção ao nosso filho. É esperado que isso aconteça, porque o bebê não tem condições de se cuidar sem nosso apoio.

Porém, é importante que, ao longo do crescimento dessa criança, a gente vá redistribuindo nossa atenção para outras atividades.

Se é recomendado que, ao nascer um filho, a prioridade seja ele, também é recomendado que o deixe de ser aos pouquinhos.

Muitas mães acabam se sentindo culpadas e não conseguindo fazer essa passagem.

Sentem-se as piores mães do mundo em pensar na satisfação delas, tendo um filho. Qualquer ato em prol de si significaria egoísmo.

O que acredito é justamente o contrário: olhar para nós, nos amarmos, nos cuidarmos e realizarmos atividades que nos fazem felizes são o melhor presente e maior ensinamento que podemos dar a nossos filhos.

Quando uma mãe tem seu filho como exclusividade em sua vida, sem nada mais que lhe dê prazer, em algum momento, quando o filho crescer e tiver seus amigos, namoradas e trabalho, isso será um problema.

Ou a mãe vai deprimir ou o filho não vai conseguir seguir com sua vida, por ter uma “dívida” com sua mãe – afinal, ela abriu mão da sua vida para cuidar dele, então agora ele deve abrir mão da dele para cuidar dela, que entra na terceira idade.

Esse seria um pacto de morte. Ambos abrirem mão dos prazeres da vida pelo outro.

Sugiro um pacto de vida, onde cada um vive sua vida da forma que lhe faz feliz, e inspira o outro a fazer o mesmo.

Por Helena Cardoso

(Foto: Morguefile)