Comportamento

A hora dos filhos conquistarem o mundo

Assim como Jasmine, são muitas as razões que fazem jovens irem atrás de seus sonhos

A hora dos filhos conquistarem o mundo

Pode ser uma oportunidade, um sonho, uma desavença com a família. São muitas as motivações que fazem os jovens irem atrás de sua independência, às vezes cedo demais na opinião dos pais.

Mas aqui estamos para acalmar o coração de quem tem esse medo, com histórias de superação que podem inspirar aqueles que buscam um novo caminho ou servir de consolo para quem ficou em casa na torcida.

Entre os personagens Disney, temos o exemplo de Jasmine, que saiu de casa por não querer um casamento arranjado pelo seu pai. Não que isso seja necessário, claro, mas sonhar em fazer o que gosta, ir atrás daquilo que acredita e enfrentar os medos para encarar um novo desafio pode ser essencial para ser feliz. 

O menino que queria ser bailarino

O que um garoto faz quando sua paixão é o balé e ele mora em uma cidade pequena do interior? Jefferson Damasceno, 36, resolveu se mudar para a capital São Paulo para perseguir esse objetivo quando tinha 23 anos. Hoje, é bailarino profissional de uma renomada companhia paulista, é feliz com o que faz e até viaja para apresentações no exterior.

“Independência não é só uma questão de não morar mais com os pais, é tomar as rédeas de sua vida, enfrentar medos, tomar decisões, fazer escolhas e encarar as consequências delas, boas ou ruins”, diz Jefferson.

Para ele, o maior aprendizado é como encara seus medos. “Sempre temos medo de escolher por conta do julgamento das outras pessoas, mas quando adquirimos a independência, percebemos que temos que tomar decisões que nos fazem felizes”. E, apesar das dificuldades, o bailarino diz que se pudesse voltar no tempo, faria as mesmas escolhas.

 “Trilhar esses caminhos fáceis ou árduos nos traz amadurecimento, conhecimento, conquistas, vitórias, derrotas, tantas situações diversas, e cada uma delas nos molda todos os dias”.

A garota que conquistou a harmonia com a mãe

Suellen Marjorie, 29, foi morar com a prima quando estava perto de completar 16 anos. Filha de pais separados, era sustentada pela mãe, que sempre reclamava da dificuldade de dinheiro. “Algumas vezes, e tenho certeza que não era para me magoar, ela disse que acabou perdendo oportunidades por ter engravidado. Sempre me sentia culpada, achava que dava muitas despesas, sentia um aperto no peito”, lembra Suellen.

Foi quando começou a fazer eventos com dança e teatro, algumas intervenções culturais que geravam uma renda. Ainda assim, as reclamações continuavam e as brigas também. “Minha mãe não disse nada quando avisei que sairia de casa, nossa relação não estava legal, ela apenas aceitou, e eu estava feliz por dar o espaço dela novamente”.

Depois disso, a relação das duas melhorou 99,9%. “Percebi como era querida, como eu a amava ainda mais. Apenas não podíamos morar juntas, não queria mais brigar”, conta. Aos 18 anos, já na faculdade de fisioterapia, tinha um renda mensal que ganhava na recepção de um teatro, em uma fábrica de esfihas, casa de doces e em eventos com bandas de final de semana. Terminou os estudos, fez duas pós-graduações, já trabalhava na área, estava feliz e a relação com a mãe estava ótima.

Hoje, Suellen mora com o marido, recebe a visita de sua mãe e também vai à casa dela, tem a liberdade que sempre quis. “E até financeiramente, o que mais desejava era não ter que ser sustentada por ninguém. Eu e meu marido dividimos tudo e sem estresse. Não me sinto culpada, e até consigo ajudar minha mãe. Tento proporcionar uma qualidade de vida melhor para ela, pois sei que as reclamações não eram maldosas, e sim um desespero para tentar dar uma vida melhor para nós”, diz Suellen.                        

O guitarrista que ganhou o mundo

Igor Prado, 35, toca guitarra desde que se conhece por gente. Aos 18 anos, começou a tocar e acompanhar artistas estrangeiros no Brasil, depois, já na casa dos 20, começou a excursionar fora do país, na Europa e depois nos Estados Unidos. Com 29 anos, abriu uma empresa de produção musical, traz artistas internacionais ao Brasil e monta tours da banda e de alguns artistas fora do país, com foco no mercado Europeu.

“É uma loucura, muito trabalho, tudo muda muito rápido. Mas quando você está em um segmento não somente pelo dinheiro, por fazer realmente o que gosta, tudo fica mais fácil”, diz o músico.

“Faria tudo novamente mais dez vezes! Aprendi a não me intimidar para correr atrás dos meus sonhos, por mais maluco que seja. Sou um brasileiro, tocando música americana dos anos 50, 60. É praticamente surreal parar para pensar, mas creio que é tanta paixão e envolvimento que a gente acaba fazendo acontecer”, afirma Igor.

Se ele deseja isso para os filhos? “Desejo que sejam felizes, não importa como for. Temos apenas uma vida, creio que a pior coisa é desperdiçar qualquer segundo fazendo algo que não nos traz felicidade”.

#SouPrincesaSouReal

(Imagem: Acervo Disney)