Comportamento

O que deixa uma mãe “louca”, afinal?

Mulheres contam quais momentos da maternidade abalam suas estruturas emocionais

O que deixa uma mãe “louca”, afinal?

Uma casa bagunçada, um filho rebelde, a sensação de estar sozinha na educação dos filhos ou lutar contra os mimos excessivos da família. O que faz uma mãe perder o controle?

Verdade seja dita, muitas mulheres assumem sozinhas a responsabilidade de cuidar dos filhos, seja por pressão social ou por ausência do companheiro. E a rotina de uma mãe pode ser extremamente exaustiva e estressante.

Segundo a psicóloga e terapeuta familiar Regina Alencar, o segredo para superar os momentos de descontrole está em manter o foco e não passar para as crianças a imagem de autoridade enfraquecida.

“As crianças e adolescentes estão constantemente nos testando para ver se podem ir um pouco mais além, nos desafiar mais. Diante de uma situação de conflito, o melhor é manter a calma, sem gritar, e conversar com firmeza. Eles devem saber que a mãe ainda está no controle”, aconselha.

Algumas mães contaram quais são as situações que mais as enlouquecem. Será que você se identifica com alguma?

Notas ruins na escola

“Minha filha sempre teve problemas para estudar. Tinha preguiça, não gostava de fazer lição de casa. Eu conheço o potencial dela, mas fico doida ao notar que ela não vai bem na escola por falta de esforço. Eu pego no pé, mas ela não se interessa em estudar. No ano que vem, vai prestar vestibular e não está nem aí”, reclama a fisioterapeuta Mayana Notti.

Família que mima demais

“Meus pais mimam demais o Rodrigo. Dão presentes caros, mesmo quando ele está de castigo, deixam que coma o que quer e até faltar na aula. E ele já percebeu que, na casa dos avós, é ele quem manda. Isso me tira do sério”, conta Juliana Terra, soldado da polícia militar.

Bagunça na casa

“Eu sempre gostei de ter minha casa bem arrumada, mas desde que minha filha nasceu, eu não consigo mais manter as coisas em ordem. Os brinquedos espalhados pelo chão e as manchas de comida no sofá e no tapete me deixam muito irritada. Nem parece minha casa. Ela ainda é muito pequena para ajudar a arrumar, mas a bagunça me perturba”, conta a vendedora Tamiris Lopes.

Birra dos filhos

“A Isadora tinha 5 anos quando começou a fazer birras. No começo, eu achava bonitinho, mas aquilo foi ficando cada vez pior. O ápice aconteceu um dia no supermercado. Ela queria um doce, eu não comprei e ela se jogou no chão e começou a gritar. Fiquei tão nervosa que abandonei o carrinho e fui embora. Em casa, depois de conversar com ela, me tranquei no quarto e chorei de tanto nervoso”, lembra a costureira Patrícia Oliveira.

Marido que não apoia na disciplina

“Se tem algo que tira minha paz é quando meu marido não apoia minhas ordens. Eu mando tomar banho, ele deixa brincar mais. Eu mando fazer lição, ele diz que pode ficar para mais tarde. Nesse conflito, meu filho percebe que pode fazer o que quer e obedecer só quando tiver vontade”, ilustra a professora Maria Ivone Teixeira.

Adolescência rebelde

“A Rafaela está com 16 anos e não respeita mais minha autoridade. Ela questiona tudo o que eu digo e está sempre me criticando. Sei que esse comportamento é típico da idade mas, às vezes, perco a linha nas discussões. Ela testa meus limites”, confessa a fisioterapeuta Mayana Notti.

Filho desprotegido

“Sou superprotetora e a ideia de meu filho se machucar me desespera. Certa vez, o Vitor tinha 7 anos quando foi convidado para ir a um piquenique no parque com os amigos. Durante uma distração dos monitores, ele subiu em um escorregador correndo e acabou caindo do alto do brinquedo. Quando recebi a ligação dizendo que ele estava sendo levado para o hospital e que teria que levar pontos na testa fiquei desesperada”, relata a professora Edna de Paula.

(Foto: Getty Images)