Comportamento

O que não abro mão, mesmo depois da maternidade

Mulheres contam o que fazem questão de manter na rotina, independentemente dos filhos, do marido, de tudo!

O que não abro mão, mesmo depois da maternidade

Na maternidade, os novos desafios e as alegrias chegam juntos a um novo estilo de vida. Mudar a rotina, assim como abrir mão de outros tantos detalhes, faz parte do negócio.

No entanto, mães são especialistas em jogo de cintura e sempre conseguem dar um jeitinho. Você também passa por isso? Veja o que algumas mulheres encaram como prioridade e não anulam da vida de jeito nenhum.

Carreira e estudos

Certas mães abrem mão da carreira temporariamente, como aconteceu com Carmen Jeane Oliveira, 44 anos, psicanalista e mãe de Bernardo, 3. “Fui mãe aos 40 anos e queria me dedicar 100% a ele, ao invés de contratar alguém. Não me arrependo, mas paguei um preço muito alto por isso, que foi perder minha independência financeira”, desabafa. Essa sensação fez Carmen voltar atrás. “Como a minha profissão independe de idade, consegui retomar e recomeçar”, relembra.

Deixar a carreira de lado por um período, no entanto, não a impediu de continuar estudando, o que era algo que gostava muito. “Não abro mão de estudar, ler meus livros e me dedicar à minha profissão. Isso me faz muito bem”, ressalta.

Relaxar

Ana Paula Silva*, 44 anos, administradora, mãe de Camila*, 3, acha fundamental ter um tempinho para si. “Abri mão de muitas coisas e abro mão até hoje, mas sempre que posso, pego a bicicleta cedo e vou para o parque sentir aquele cheiro fresco de terra e das árvores”, diz.

Ana Paula também faz questão de ter seu tempinho para relaxar. “Das minhas sessões de massagem também não abro mão”, conta. Ela argumenta que essa rotina revigora e ajuda a encarar todos os afazeres com a pequena.

Casamento

Para Ligia Sanches Mendes, 36 anos, servidora pública federal, quase tudo acabou virando secundário depois do nascimento de Davi, 3, e Heloísa, 1 ano e 8 meses. A não ser a atenção ao esposo. “Sigo duas rotinas com crianças bem diferentes. Davi frequenta a escola e Heloísa segue uma rotina de terapias devido a um atraso motor, epilepsia relativamente controlada e baixa visão. Mas no fim do dia, não abro mão dos momentos a dois com meu marido”, afirma.

Passear com as amigas

Ter um tempinho livre pode ser difícil, já que a maternidade chega com outras tarefas. Para Carmen, mesmo com a rotina corrida, passear com as amigas não pode ficar fora do pacote. “Se preciso, deixo o Bernardo com a minha mãe ou com uma amiga próxima, que também é mãe e sabe o que significa ‘deixar’ seu filho com outra pessoa”, ilustra.

Cuidar da beleza

Luciana Camargo, 39 anos, mãe de Bento, de 5, intensificou as atividades físicas quando o pequeno chegou!

“Antes de ser mãe, eu fazia pilates pelo menos três vezes por semana. Depois, ficou difícil fazer qualquer aula sozinha. Então adotei a rotina de ir ao parque fazer caminhadas enquanto ele tirava uma soneca no carrinho. Durante a minha licença, consegui fazer isso quase todos os dias. Quando ele começou a ir para a escola, optei por deixá-lo mais cedo duas vezes por semana e voltei ao pilates. Eu ficava mais tranquila e isso fazia bem para nós dois”, relembra a analista de sistemas.

Viajar sozinha

Luciana conta também que, quando Bento desmamou, incluiu a rotina de viagens em sua vida novamente. “Eu viajava bastante antes dele nascer. Às vezes, até sozinha! Depois do primeiro ano do Bento, voltei a fazer isso. É como uma folguinha que tiro de todos os afazeres. Não sinto culpa, pois sei que sou totalmente dedicada ao meu filho e abri mão de muitas coisas, mas viajar sozinha é algo que gosto muito. Nem que seja por apenas um fim de semana. Já me sinto realizada”, finaliza.

* Nomes trocados a pedido da entrevistada.

(Foto: Getty Images)