Comportamento

Para emagrecer e ter saúde você precisa...

Por Patrícia Cerqueira
@Comida Boa Muda Tudo

...se manter com bom senso e adotar algumas estratégias que não te farão sofrer

Para emagrecer e ter saúde você precisa...

Não sou nutricionista, muito menos médica. Não tenho especialidade nem título na área de nutrição ou da dieta. Mas sou mulher, e isso significa passar metade da vida fazendo dieta das mais malucas como a da sopa, do suco, do abacaxi, do carboidrato depois das 18 horas ou a do Zeca Pagodinho e "deixar a vida me levar". 

Nenhuma deu certo. Tenho sobrepeso há bastante tempo, como escrevi nesse post sobre o longo e árduo caminho da perda de peso. Mas o meu sobrepeso estacionou, apesar das minhas estripulias gastronômicas (quem acompanha, principalmente, o Instagram do Comida Boa Muda Tudo sabe o quanto tenho abusado nos doces).

Tenho mantido o peso porque, além das 12 atitudes que mantenho e coloco em prática, descritas no post destacado acima, leio bastante sobre o assunto e passei a adotar algumas atitudes que têm feito enome diferença:

1. Mudar o tamanho do prato. Sim, estudos têm mostrado, cada vez mais, que a quantidade de comida que colocamos no prato varia de acordo com o tamanho do utensílio porque o cérebro enxerga a área a ser preenchida. Espaço vazio ou "em branco" indica pouca comida e probabilidade de fome mais rápido. Em um prato menor, a gente preenche com menor quantidade. 

2. Perceber a sua fome e a sua saciedade. Aprendi sobre esses dois conceitos, que parecem fáceis, com a nutricionista Sophie Deram. Em seu livro "O Peso das Dietas", ela explica o que é um e outro. Pode parecer maluco ter de explicar sobre fome para os adultos, mas o sinal da sede é o mesmo da fome e, ao ingerirmos líquido, damos uma enganada no cérebro. E considero importante chamar a atenção sobre o "sentir fome" porque eu, por exemplo, já me peguei mastigando algo o dia todo, apenas porque "a boca estava ansiosa, com vontade de mastigar". Não havia fome.

Descobri que é uma mania, um hábito, que pode ser substituído por uma atividade para tirar o foco na boca. A saciedade é muito importante de conhecer, pois é ela que nos dá o freio para parar de comer. O cérebro leva até 20 minutos para entender que não há mais fome. Mas não precisamos, nem devemos, ficar 20 minutos ininterruptos comendo. Durante as refeições, Sophie ensina que podemos parar de comer por alguns minutos, conversar, mastigar mais lentamente. Assim, você vai notar que come menos.

3. Movimentar-se. Durante uma palestra com a nutricionista Liane Buchman, da Body Health, um dado me chamou a atenção: precisamos nos manter em movimento em 60% do dia. Pois é. Já notei que, quanto mais ando, caminho, faço as atividades a pé (e não de carro), menos engordo. Como diz o médico Drauzio Varella, o ser humano nasceu equipado para caminhar e não para ficar jogado no sofá. Suba escadas. Vá a pé até a esquina. Leve os filhos para o parque e brinque com eles. Não vale ficar jogada no banco ou no gramado olhando para o celular.

4. Cozinhar. A alimentação feita por nós pode ter bacon, massa, mateiga e outros alimentos de alto valor calórico, mas será sempre mais saúdável. Acredite.

Beijos,
Patrícia

(Foto: Getty Images)