Comportamento

Práticas colaborativas na separação: você conhece?

Por Helena e Joana Cardoso

Alternativa é uma forma pacífica de encarar o divórcio sem judiciário

Práticas colaborativas na separação: você conhece?

Quando falamos em divórcio, comumente associamos ao litígio ou uma guerra entre o casal que disputa quem vai vencer essa batalha.

Pensamos que, necessariamente, haverá um vencedor e um perdedor e, naturalmente, os dois devem fazer o máximo para ser o maior beneficiado.

Para isso, cada uma das partes procura um advogado, que entra em cena para defender os interesses do cliente e ajudar no objetivo de ganhar essa disputa.

É um contra o outro e é assim que o ex casal se encara a partir de então.

Porém, esse processo adversarial não leva em consideração o que tem de mais valioso: os filhos.

O casal entra nessa briga sem se dar conta que os dois têm o mesmo interesse, ou seja, que os filhos cresçam em um ambiente pacífico e emocionalmente estável para que se possa reestabelecer essa nova configuração familiar, da melhor forma possível.

Nessa lógica surgem as práticas colaborativas, que permitem que o divórcio seja resolvido de maneira colaborativa, entendendo que os dois lutam pelo mesmo objetivo.

O instrumento para se chegar ao acordo é o diálogo e o grande beneficiado é a família.

O casal e os advogados que trabalham com essa prática assinam um pacto de não litigância, que garante que todos vão trabalhar em parceria. Dessa forma, todos ganham, ao invés de apenas uma das partes. É um trabalho multidisciplinar.

Essa nova alternativa quebra o paradigma da conflito associado ao divórcio e inaugura a possibilidade de uma separação muito menos traumática para pais e filhos.

Se podemos resolver com diálogo, para que brigar?

Meu voto é sempre pela paz e tranquilidade emocional.

Por Joana Cardoso

(Foto: Getty Images)