Comportamento

Quando o filho testa os limites dos pais

Por Nívea Salgado
@Mildicasdemae

O que fazer quando o pequeno insiste em seguir suas próprias regras?

Quando o filho testa os limites dos pais

Existem poucas coisas que desafiam a paciência de um pai ou de uma mãe como uma boa crise de birra. Se seu pequeno está próximo aos dois anos de idade, provavelmente, você já presenciou uma (e se ainda não, prepare-se: assim como um vulcão, que pode erupcionar a qualquer momento, a tal da birra não avisa quando está chegando - um belo dia ela vem, e te pega de supresa!). 

Antes que você imagine que eu tenho uma fórmula mágica para resolver a questão, tenho (infelizmente) que dizer que não. Mas com uma filha que chegou aos cinco anos, consigo olhar para trás e ver os pontos em que errei, e também aqueles em que acertei, ao tentar mostrar a ela que se jogar ao chão não me convenceria a fazer sua vontade. E olha que, por vezes, eu me senti tentada a lançar a tal da educação para o alto e simplesmente silenciá-la, fazendo seu desejo!

Só que a mamãe aqui é "jogo duro", por isso segui em frente, apesar dos choros, berros e caras feias.

A seguir eu faço um resuminho do que funcionou por aqui com a pequena:

- Ser constante. Quando o filhote chega a essa fase das crises, é importante que ele entenda que precisa seguir algumas regras da família. Sim, ele faz parte do conjunto e também deve se submeter a elas. Não pode comer doce antes do jantar? Então não pode! Não pode hoje, amanhã ou depois de amanhã. Agora, se você permitir que ele coma um chocolate antes da refeição em um dia, e no seguinte dizer que não é uma boa ideia, pode apostar que a reclamação não será pequena!

- Ser exemplo. Voltemos ao tal do chocolate... E se você disser ao seu filho que ele não pode comê-lo antes de raspar o prato de arroz, feijão e carne, mas abrir o pacote (na frente dele) e devorar um pedacinho? Pois é, com crianças pequenas é preciso ter coerência entre o que você fala e o que você faz, porque elas estão justamente tentando entender o que podem e não podem fazer. Assim, é natural que repitam (ou queiram repetir) o que mamãe ou papai fazem.

- Distrair. Essa é uma tática que funciona como os pequenininhos, mas que vai perdendo sua eficácia com o desenvolvimento do filhote. Chame a atenção para o que acontece fora da janela, na televisão, para a careta do irmãozinho... E talvez, em questão de segundos, seu filho se esqueça do motivo pelo qual está brigando!

- Fingir que não viu. Sabe quando você sai de fininho e simplesmente faz de conta que não há uma criança fazendo de tudo para chamar a atenção? Pois não é que, dependendo da situação, funciona de verdade? Certa vez, quando Catarina começou a fazer pirraça no meio do shopping (aliás, acredito que tenha sido a única vez), fui andando em frente (com um olho no gato, outro no peixe - ou melhor, na filha), como se não a conhecesse. E não é que ela veio correndo atrás toda faceira, na mesma hora?

- Abraçar. Apesar de irritante, uma crise de birra é também um pedido de ajuda do filhote, que não sabe ainda como lidar com as próprias emoções. Se você perceber que o choro está mais para uma frustração muito grande do que para um teste de limite, encha o pequeno de carinho - abrace, beije, mesmo que seja preciso contê-lo por alguns segundos. Diga que é normal ficar chateado e que você também já se sentiu assim. Esse é um truque importantíssimo, que ensinará seu pequeno a compreender melhor seus sentimentos, para demonstrá-los de outra forma em pouco tempo!

E você, também tem uma dica infalível para lidar com a birra? Me conte nos comentários!

(Foto: 123RF)

comentarios birra, filhos, maternidade