Comportamento

Quem disse que Star Wars é coisa de homem?

Mulheres também são superfãs da franquia. E a força está com elas!

Quem disse que Star Wars é coisa de homem?

Só porque Star Wars envole naves espaciais, guerreiros, lutas com espadas luminosas e muito tiroteio espacial, tem gente que acha que se trata de uma série de filmes voltada para o público masculino.

Mas a gente sabe muito bem que não existe isso de “coisa de homem” e “coisa de mulher”: o que importa é o gosto de cada pessoa. E se o assunto é Star Wars, o fato é que as lutas estelares agradam gente de todo gênero e o que não faltam são mulheres fãs, superansiosas para a estreia do novo filme da franquia, O Despertar da Força, marcada para 17 de dezembro no Brasil.

A fisioterapeuta Flávia Romani, 36 anos, por exemplo, é maluca por Star Wars desde que se entende por gente. “Nem sei explicar como virei fã, sempre fez parte da minha vida”, diz. E ela não está de brincadeira: além de ter assistido a todos os filmes várias vezes, Flávia também faz parte de um fã clube do lado negro da força e tem o símbolo do Império tatuado nas costas (foto abaixo).

“Minha expectativa para o novo filme é enorme. George Lucas até então tinha fechado toda a saga com o lançamento dos três primeiros episódios. Mas agora a história muda e não sabemos o que vai acontecer! Vai ser emocionante!!!!!”, empolga-se.

A história da Flávia não é exceção. A professora de inglês Renata Ungaretti, de 29 anos, também é fã de Star Wars desde pequena. “Ganhei o box com a trilogia original em VHS da minha tia aos 12 anos, e assistia todo dia depois da escola. Meu favorito era O Império Contra Ataca, lógico, e sei as falas de cor até hoje”, comenta.

Flávia viu o episódio I oito vezes no cinema, à época do lançamento. Mas ela foi além: garantiu a presença da força até em seu casamento. “Minha aliança está gravada com ‘I Love you’ e a do meu ex-marido com ‘I Know’”, revela, sobre as frases da famosa declaração de amor entre os personagens Leia e Han Solo.

E dizer que Star Wars é coisa de menino até irrita a advogada Rebecca Arima, 28 anos: “A série não representa um gênero, ela retrata a diversidade de uma forma geral (de humanoides a droides). O que importa para o filme é entender o que realmente faz a diferença para você e para os outros”, avalia.

Para ela, “as pessoas ‘acham’ que (o filme) é coisa de homem porque tem guerra, sabres de luz, naves no espaço e homens lutando”. “Eu simplesmente não consigo ver isso direcionado somente ao público masculino, de verdade”, frisa.

A também advogada Bruna Santiago (foto de destaque), de 26 anos, acha que, além de ser para mulheres, Star Wars é, na verdade, feminista.

“Acredito que a Princesa Leia tenha sido a primeira mulher forte que vi nas telas, capaz de, muitas vezes, tirar o foco de quem era, teoricamente, o protagonista. Leia foi uma grande guerreira e inspiração para toda uma geração de mulheres que, graças a ela, quebraram o estereótipo de ser o ‘papel sensual’ em um mundo antes considerado exclusivamente masculino”, opina.

Bruna cresceu inspirada pela princesa desde muito novinha e compartilhou durante a vida toda a paixão pelos filmes com seu irmão mais velho, que foi quem apresentou a história para ela.

E com ingresso da estreia garantido, ela espera ansiosa a chegada do novo filme, doida para ver se a personagem Rey vai seguir o legado de Leia e também curiosa para saber como a produção vai conseguir agradar aos antigos fãs, além da nova geração. “Será um grande desafio atingir novos fãs sem desagradar aqueles que guardam os primeiros episódios com tamanho saudosismo e predileção”, pondera.

Uma curiosidade que compartilha com as outras fãs, assim como a ansiedade para que o dia chegue logo: “Já comprei ingressos para a pré-estreia e para a semana seguinte naquelas salas de cinema gigantes. Espero que eu seja surpreendida e que saia eufórica da sala de cinema”, conta Rebecca

(Fotos: Arquivos pessoais)