Cozinhar

Meus livros de culinária de cabeceira

Por Patrícia Cerqueira
@Comida Boa Muda Tudo

Para quem acha que cozinhar é difícil, mas gostaria de tentar, sugiro uma lista de livros de receitas que são “uma mão amiga”

Meus livros de culinária de cabeceira

Todo mundo pode cozinhar, já dizia o grande chef Auguste Gusteau. Mesmo que Gusteau só tenha existido na deliciosa e fantástica animação Ratatouille, o que diz o personagem é um fato. Então, se você deseja mexer nas caçarolas e fugir da lasanha congelada e do macarrão instantâneo, basta começar. Assim como eu, talvez precise de alguma ajuda. 

Os livros de culinária (além dos conselhos maternos) foram “a mão amiga” no início da minha vida de cozinheira. Para mim, o grande lance foi achar livros que detalhavam a receita, revelavam segredos de ingredientes, por exemplo, quando usar a manteiga gelada ou em temperatura ambiente, creme de leite fresco ou da lata. Depois que peguei um tantinho de prática na cozinha, pude avançar em outros livros menos detalhados, com ingredientes e receita. E nada como a prática para perceber que alguns pratos não vão dar certo só de olhar a receita e ficar pensando: será que alguém realmente testou antes de escrever?

Fica aqui a minha dica para iniciar sua bibilioteca de culinária.

1
Panelinha - Receitas que Funcionam (Autora: Rita Lobo)
Pra mim este é o melhor livro de culinária para iniciantes brasileiros. A autora dá todas as dicas e macetes de cada receita. Outra facilidade, Rita escreve bem e é brasileira, conhece nossos gostos, apesar de gostar da culinária francesa. Além disso, ganhou meu coração de mãe ao dizer “ser muito triste alguém se gabar de não saber fritar sequer um ovo”. Concordo. Quem tem filhos, precisa saber pilotar forno e fogão. Não tem jeito.
2
Na Cozinha com Nigella (Autora: Nigella Lawson)
Como amante da cozinha substanciosa, sou fã da cozinheira inglesa. E esse livro parece ter sido escrito com amor. Cada receita é um capítulo com uma história. Assim como Rita Lobo, Nigella se preocupa em explicar a receita, chamar a atenção para detalhes importantes de determinados ingredientes. Acho esse tipo de preocupação com o leitor genuína.
3
Dieta Italiana (Gino D´Campo)
Considero a compra desse livro meu maior achado. Estava na livraria foleando e achei uma receita, cuja foto fiquei encantada. Foi assim que comprei. Pela foto. Mal li a receita. Posso dizer que fiz mais de 25% das receitas do livro, algo surpreendente, pois não costumo fazer nem 10%. Gino, assim como Nigella e Rita, dá dicas de preparo das receitas e da especificidade de alguns ingredientes. Apesar das duas primeiras serem mais generosas nos detalhes, Gino chama a atenção para o que importa.
4
A Cozinha Vegetariana da Astrid (Autora Astrid Pfeiffer)
Não sou vegetariana. Nem minha família. Come de tudo, inclusive comida vegetariana. E adorei conhecer esse livro, principalmente no capítulo sopas, pois a autora ensina a colocar tudo na panela de pressão, cozinhar e rapidamente tudo está pronto. Aprendi a fazer homus com esse livro que, aliás, traz informações nutricionais muito importantes e várias receitas sem glúten ou lactose.
5
Dieta Suave para Safenados e para que você não seja +1 (Mina Wajchenberg)
Esse foi o primeiro livro de culinária que comprei. Não foi o Panelinha. Um acerto e um erro. Acerto porque, como amante da cozinha substanciosa, aprendi que é possível comer sem muitos molhos. Um erro porque eu precisava pegar a manha de alguns ingredientes. Mas Mina traz receitas valiosas, como a batata assada que parece frita. Fiz tanto essa receita que já decorei.
6
Receitas de Heróis (Auto: Alan Vila Espejo)
O chef espanhol Alan tem quatro filhos (3 meninas e um menino) criou receitas com a cara de alguns heróis e vilões da Disney. Nem preciso dizer que as receitas caíram no gosto de Samuel e Miguel. Aprenderam a comer quibe com grão e hortelã, os quibinhos do Gênio. E amam a omelete do Zezé, o caçula da Família Incrível.