Dentro de Casa

Alugar brinquedos ao invés de comprar, por que não?

Por Paula Rizzo

Assinaturas de brinquedos oferecem mais variedade e menos acúmulo, sendo uma opção de consumo sustentável

Alugar brinquedos ao invés de comprar, por que não?

Por volta de 2011 começaram a surgir no Brasil alguns serviços de assinatura de brinquedos. Focados em crianças em idade pré-escolar, esses serviços permitem que, por uma taxa mensal, se retire um, dois ou mais brinquedos diferentes todos os meses. Os produtos são organizados por faixa etária e costumam ir até os sete anos de idade.

O valor da assinatura varia de acordo com o número que se deseja retirar a cada vez, além do tipo de brinquedo. As mensalidades variam de R$ 95 a R$ 250. Os brinquedos são entregues em casa esterilizados e sempre em boas condições. E podem ser devolvidos para pegar um novo.

Desse modo, a criança será estimulada por diferentes brinquedos e não se acumula aqueles que ficam sem uso. Se por acaso o brinquedo quebrar, paga-se uma taxa de conserto ou, no caso de perda total, o valor de um novo, com um desconto significativo pelo fato de ser usado.

Porém, mais do que favorecer a diversificação dos estímulos e do brincar, esse tipo de serviço ajuda a ensinar as crianças que nem tudo precisamos comprar, que é importante compartilhar e ter cuidado com os brinquedos.

Aqui em casa nós já testamos duas empresas diferentes e gostamos de ambas. O que varia um pouco é o tipo de produto encontrado em cada uma delas. Algumas têm brinquedões (casinhas/fortes), bicicletas, triciclos, instrumentos musicais, patinetes e cabaninhas, além dos tradicionais brinquedos de encaixe e som. Outras também contam com livros. Enfim, para todos os gostos e necessidades!

Sabendo que muitos itens usamos pouco, algumas dessas empresas alugam também cadeirinhas para automóvel, bebê conforto, banheiras e até berços. Esse tipo de serviço já existe em várias cidades brasileiras e tende a se espalhar cada vez mais. Afinal, é uma grande sacada e está muito em linha com os princípios da sustentabilidade e do consumo consciente.

(Foto: Arquivo pessoal)