Fantasias

Pintando o sete! Carnaval sem riscos para as crianças

As pinturas faciais são divertidas e chamam a atenção. Mas é preciso cautela na hora de usar tintas sobre a pele, pois podem ocorrer muitas reações alérgicas

Pintando o sete! Carnaval sem riscos para as crianças

Com o Carnaval chegando, as crianças querem mais é se fantasiar e principalmente, se divertir. É claro que a pintura do rosto faz parte desse processo de produção carnavalesca. Afinal, qual delas não quer ver uma borboleta colorida ou um tigre no rosto?

Mas tem um outro lado dessa história: obviamente, crescem a dúvida e a preocupação dos pais sobre qual tipo de tinta usar nos pequenos para fazer as desejadas pinturas faciais. A que está guardada na caixa de make das mães servem? Na-na-ni-na-não!!!

A dermatologista Ana Paula Pierro, da Beneficência Portuguesa de São Paulo, recomenda que, para crianças, sejam utilizadas tintas ou maquiagens antialérgicas ou à base de água. “Pode-se usar também um hidratante específico para pele sensível antes de aplicar a tinta e evitar exposição solar após o procedimento”, acrescenta.

Por outro lado, a indicação é evitar produtos com metais pesados, corantes do tipo AZO, que são cancerígenos, e pigmentos de chumbo e cádimo, que são os mais tóxicos. Deve-se observar se não há presença dessas substâncias no rótulo da embalagem.

O ideal é que a aplicação das maquiagens ou pinturas seja feita por um adulto. Mas caso as crianças maiores queiram manusear a tinta, é indispensável a presença de alguém por perto, para que não provoquem reações do make no organismo.

“Também é indicado evitar a pintura muito próxima dos olhos e da boca, principalmente em crianças menores, que costumam passar a mão nestes locais com mais frequência”, comenta a médica.

Só para os (quase) grandinhos

Crianças muito pequenas, ou seja, com menos de 2 anos, não devem usar esse tipo de pintura, pois a chance de alergia é muito maior. Outra recomendação vem da dermatologista Daniela Schmidt Pimentel, da Clínica Ephesus: “Em crianças que apresentaram algum tipo de alergia na pele, bronquite, asma ou rinite, deve-se evitar fazer pintura facial. Se o pequeno insistir muito, redobre a atenção, pois a chance de desenvolver alergia às tintas é muito maior”, alerta.

Já se seu filho tiver histórico de alergia a corantes, evite a tinta da cor que manifestou alergia. Daniela ainda lembra que a alergia pode não se manifestar no primeiro contato com a tinta. “Às vezes, ela só aparece no segundo ou terceiro contato”.

Mesmo nos casos em que a criança nunca apresentou qualquer tipo de alergia ou desconforto, vale ficar atento. Os sinais de reação alérgica são vermelhidão, coceira, edema e descamação. Se qualquer um deles acontecer, o recomendado é retirar o excesso de pintura com demaquilante neutro e lavar o local com água fria e sabão neutro imediatamente.

Se necessário, procure um dermatologista ou o pediatra para verificar a necessidade de uso de cremes com ação anti-inflamatória. Caso a criança apresente sintomas sistêmicos, como falta de ar ou chiado no peito, ela deve ser levada imediatamente ao pronto-socorro para avaliação.