Ideias Disney

Frozen e as novas princesas da Disney

Por Samantha Shiraishi
@maecomfilhos

Quando me diziam “agora você tem uma princesinha”, eu logo reagia afirmando que minha filha seria uma ativista. Frozen me fez ver que uma coisa não exclui a outra!

Frozen e as novas princesas da Disney

Ser mãe há quase 14 anos deveria ter me dado a chance de ver todos os desenhos animados e longas infantis da última década. Mas, tendo dois meninos, acabei ficando muito defasada em tudo que dizia respeito ao mundo cor-de-rosa. Confesso que eu morria de vontade de ter companhia para ver filmes de menina, daqueles cheios de musicais no meio e com histórias de princesas e seus príncipes.

A gravidez de Manu e sua chegada me permitiram reviver o mundo das meninas, trazendo não só as bonecas e vestidos, mas também reforçando uma faceta em mim: a feminista. E quando me diziam “agora você tem uma princesinha”, eu logo reagia afirmando que minha filha seria uma ativista.

Curiosamente foi Frozen – Uma Aventura Congelante, o primeiro longa de animação “de menina” que vimos em família com Manu, que me fez ver que uma coisa não exclui a outra!

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As novas princesas, que são justas herdeiras de seus reinos (sem precisar casar para serem coroadas) e não ficam à espera dos príncipes ou à mercê da vontade de seus pais-reis, são excelentes exemplos de figuras femininas atuais que gostaríamos que inspirassem nossas filhas.

Frozen, adaptação do conto de fadas A Rainha da Neve, de Hans Christian Andersen, contada como uma história estrelada por duas princesas fortes e decididas, me fez crer que os filmes de menina podem ganhar um viés contemporâneo e que os ícones femininos da geração da minha filha podem ser exemplos de proatividade, decisão, empreendedorismo e autonomia.

[Aqui tem spoilers… se não quiser saber, deixe para ler depois de ver o filme!]
Ver a jovem princesa Elsa ser coroada e sua irmã Anna sentir-se livre para escolher seu par me animou tanto quanto notar que as decisões das regentes do reino gelado não consideravam o status inferior ou superior dos mocinhos da história. Se há momentos um pouco sensuais para uma animação infantil, há também um profundo respeito pelos diversos modelos femininos, demonstrados sutilmente nos personagens.
[Fim dos spoilers]

Ao sair do filme conversei com meus filhos sobre estas novas princesas Disney, evoluções naturais de Branca de Neve (lançada em 1937), Cinderela e Aurora (Bela Adormecida), clássicos da infância da minha mãe que eram ícones ainda na minha época. Fico feliz por ver que as mocinhas dos filmes assumiram seus destinos no final do século XX, com comportamento um pouco mais rebelde e beleza diferenciada, com personagens como Bela, a sereia Ariel, Jasmine (de Aladim), Pocahontas, Mulan.

E, para garantir que minha pequena Manuela tenha contato com minhas princesas favoritas, as empreendedoras e donas de seu nariz, já garanti em seu acervo pessoal os filmes de Tiana (de A Princesa e o Sapo, uma das minhas favoritas), Rapunzel (de Enrolados), e Valente, a querida princesa rebelde e divertida.

Fomos gentilmente convidados pela Disney para assistir à pré-estreia de Frozen – Uma Aventura Congelante, a nova animação em cartaz desde 3 de janeiro. Lá encontramos a blogueira Priscila Perlatti, que postou aqui no Babble sobre as pérolas escondidas no filme.