Disney Baby

5 vezes que paguei a língua na maternidade

Por Marina Breithaupt

Qual mãe que nunca disse nunca? Todas nós acabamos, em algum momento, pagando a nossa língua!

5 vezes que paguei a língua na maternidade

Não tem muito para onde correr... a maternidade é ainda muito romantizada! Quando não temos filhos ou quando eles são muito pequenos é tão fácil cair na armadilha de idealizar demais tudo que envolve a criação dos nossos filhos.

A gente idealiza quase sempre o que é perfeito, não e mesmo?

Acontece que relações humanas envolvem muitas coisas e poucas delas se encaixam nessa "perfeição".

Você vai mudar, seu filho será outro ser provavelmente bem diferente de você e que precisará passar por vários processos durante seu desenvolvimento. Então é comum a gente pintar um cenário ideal e no dia a dia ver tudo ir mudando...

Ah, é complicado! Resolvi listar só as cinco vezes mais marcantes que paguei a língua depois que tive filhos para que esse texto não ficasse enorme! Pois é, já aconteceu muitas vezes comigo!

São três filhos, como poderia ser diferente, não é mesmo?

Dizem por aí que a maternidade anda lado a lado com a culpa. Eu acho que anda também ao lado das contradições! Quem nunca disse "meu filho nunca" que atire a primeira pedra!

Olha as minhas “pagadas de língua”:

1- Meu Filho não vai usar chupeta, fraldinhas e nem ser embalado para adormecer.
Eu bem que tentei com a Babi, mas logo nas primeiras noites vi que ela se daria bem com algo na boca que não fosse meu peito, ofereci a chupeta e ela amou. Ela também teve uma fraldinha, aliás todos os meus filhos tiveram algum paninho, cobertorzinho ou fraldinha. E dormir sendo embalado? Nossa! Achava isso um exagero. Daí veio a vida e meu deu a Babi que só queria saber de dormir no colo, com sacolejos e tapinhas no bumbum sincronizados. Era tipo um balé do sono, sabe? Essa caiu muito na minha testa!

2- Meu filho nunca vai se jogar no chão fazendo birra, isso é coisa de pais preguiçosos.
Tenho muita vontade de rir de mim mesma quando lembro que já pensei isso, e olha que eu já tinha filhos quando comecei a reparar nos ataques de fúria dos pequenos em público. Sempre pensei que a mãe não sabia educar, olhava até torto! Ai, ai... nada como o tempo! Hoje quando vejo alguma mãe passando por isso (e já aconteceu váaaarias vezes comigo!) tenho muita vontade de dar um abraço, de força!

3- Televisão não é babá! E lugar de criança é brincando na rua, não com a cara enfiada em tanta tecnologia!
Hahaha juro, se eu pudesse voltar no tempo teria uma conversinha comigo mesma, aquela lá do passado que achava que podia dar conta de tudo. Acontece que a gente não controla tudo e o mundo mudou. Claro que não falo aqui de exageros, ok? Mas a infância deles nunca será como foi a minha então, prefiro aceitar que há novas tecnologias no mundo que eles conhecem e usar isso ao meu favor. Opto por deixá-los desfrutar do que temos nesse sentindo, ensino a controlarem o tempo e tudo fica bem. Ah! As brincadeiras na rua ainda acontecem, só que mescladas aos jogos e ao tempo de desenhos que eles têm por dia.

4- Festa de um ano é o maior dinheiro jogado fora!
Tá ok, não somos assim muito festeiros, admito. Trocamos festas por viagens com muita facilidade, então pensar que festa de um ano tem alguma utilidade ainda é difícil para mim, mas veja, meus três filhos tiveram festas no primeiro aniversário. Fim.

5- Meus filhos terão que se adaptar aos meus horários e rotina, eles se moldarão à nossa vida e não nós à vida deles.
Rá...ahã! Bom, claro que isso não funciona para a maioria das pessoas. A vida da gente muda completamente e, mesmo que o pai ou mãe sejam muito atarefados e realmente precisem que nada mude, um pouco sempre ficará diferente. A gente passa a viver em função dos horários e rotina deles e, até tudo se estabelecer, vai um tempo. Eu já me vi mudando muitos planos, mas confesso que algumas coisas acabei fazendo com que eles se adaptassem, então essa é uma "meia pagada de língua". Acho que até podemos encaixá-los bem no nosso dia a dia corrido , no entanto, o que muda para sempre é a sensação do coração apertado quando estamos longe, por exemplo.

E você, cnfessa aí o que disse que nunca faria ou que seu filho nunca faria e no final das contas acabou pagando a língua também! Vou adorar saber!

Um beijo,

(Imagem: Shutterstock)