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7 situações que só mulheres que tentaram (muito!) engravidar entendem

Na busca pelo resultado positivo vale de tudo: simpatia, crendice popular, conta na farmácia. O universo particular de quem busca uma gravidez é cheio de momentos angustiantes e divertidos

7 situações que só mulheres que tentaram (muito!) engravidar entendem

Quando o casal decide que é hora de a família crescer, é inevitável que surja a expectativa em relação ao tempo em que isso ocorrerá. Se os parentes souberem dessa intenção, então, pode colocar na conta a ansiedade alheia.

Administrar tudo isso não é fácil, ainda mais se sua mãe, avó, tia, irmã – e por aí vai – conseguiram engravidar só de pensar no assunto. Sim, a ansiedade é o maior monstro da mulher que deseja engravidar.

Mesmo sabendo que, em condições normais, o casal tem entre 20% e 30% de chance de conceber um bebê a cada ciclo menstrual e que 85% conseguem o feito dentro de 1 ano, mantendo relações sexuais frequentes, sem proteção, não adianta: equilibrar o desejo, o medo de não conseguir e o tempo que passa pode ser enlouquecedor. Mas, às vezes, também pode ser divertido.

Conversamos com algumas mães e descobrimos situações que só quem tentou muito ter um bebê sabe o que significa. Será que você vai se identificar com esses depoimentos?

Pernas para o alto

“A relação sexual começava cheia de beijinhos e carinhos, mas era só chegar ao fim para o romantismo acabar: eu me desvencilhava rapidinho do marido e colocava as pernas para cima, apoiadas na parede. No começo, ele achava engraçado, depois começou a se preocupar porque realmente eu ficava ansiosa para ficar logo naquela posição”, conta Mariana Cunha, 38 anos, professora, de Peruíbe (SP). A lógica por trás dessa prática é que a gravidade ajudaria os espermatozóides no caminho até o óvulo, o que ainda não tem comprovação científica.

Conta na farmácia

“Moro no mesmo bairro há muitos anos e aqui ainda se mantém uma pequena farmácia que passou de geração em geração. Durante minhas tentativas, cheguei a fazer mais de 3 testes de gravidez no mesmo dia, pelo menos 2 vezes na semana. Um dia, a filha do dono da farmácia percebeu que eu ficava constrangida e, sem eu pedir, passou a entregar os testes na minha casa e só me cobrava no final do mês”, emociona-se a advogada Larissa Melo*, 35 anos, de São Paulo (SP).

Exames particulares

“As mulheres da minha família são ultraférteis, daquelas que só de pensar em filho já ficam barrigudas. Logo, eu não poderia ser diferente. Mas não foi bem assim... Depois de 1 ano tentando sem sucesso, meu médico pediu exames que deram normais, mas eu não me conformei e refazia os exames a cada 2 meses. Fiquei nessa loucura por 3 anos, quando engravidei. Gastei uma fortuna com exame particular, que nunca deu alterado”, fala Michelle Toledo Bustamante, 35 anos, fisioterapeuta, do Rio de Janeiro (RJ).

Maratona sexual

“Depois que você tenta engravidar por muito tempo e não consegue, esquece tudo de racional e científico que sabe. Eu tinha plena noção de que não adiantava transar todo dia, mas eu nem queria saber, porque minha meta era ser mãe. Durante 2 meses, eu e meu marido tínhamos relação sexual diariamente. Claro que não adiantou e, hoje, nem sei como conseguimos fazer tudo aquilo”, reconhece Lucimara Reis de Jesus, 38 anos, dona de casa, de Jundiaí (SP).

Choro a cada ciclo menstrual

“Tentei engravidar por 5 anos e todo mês era o mesmo sofrimento: eu chorava desesperadamente cada vez que menstruava. Eu sentia que, junto daquele ciclo, ia embora um pouco da minha esperança. Foi um processo extremamente dolorido”, relembra Luciana Coimbra*, veterinária, 42 anos, de Porto Alegre (RS).

Momento estátua

“Não me pergunte de onde eu tirei essa ideia, porque eu não tenho a menor noção, mas eu cismei que tinha que ficar imóvel por meia hora depois da relação sexual. Então, quando acabávamos de fazer amorzinho, eu ficava ali, paradona, por 30 ou 40 minutos. Fiquei nessa neurose por uns 6 meses, até que desisti da tática”, diverte-se Laura Macedo Alves, 35 anos, secretária executiva, de São Paulo (SP).

Rezas, mandingas e muito mais

“Eu sempre fui muito cética, mas meu desejo de gestar era tão grande que, depois de 3 anos e meio de tentativas, apelei e fiz todas as orações, promessas, simpatias e banho de ervas que me indicavam. Algumas vezes, me senti profundamente ridícula; em outras, me agarrava naquilo como se fosse a salvação. Foi uma fase muito complexa”, avalia Silmara Cristina Gomes dos Santos, 37 anos, tradutora, de São Paulo (SP).

* Nomes alterados a pedido das fontes

(Foto: Getty Images)

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