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Afinal, quando precisamos levar o filho ao pediatra?

Por Samantha Shiraishi
@maecomfilhos

Estudos mostram que os pais levam os filhos somente ao Pronto Atendimento, o que limita o relacionamento com o médico da família, que não consegue conhecer direito a criança

Afinal, quando precisamos levar o filho ao pediatra?

Nesta semana minha bebê completa 1 ano. Olhando as tabelas de crescimento, senti uma nostalgia pensando nos meus meninos mais velhos e lembrei do tamanho da ansiedade que tive porque, apesar de ambos serem amamentados por mim, foram tão diferentes no ganho de peso nos primeiros meses de vida. Na época, ter a mesma médica atendendo a família me ajudou a tranquilizar o coração e confiar no jeito de cada um. 

Escolher o pediatra é uma das tarefas mais complicadas que vivi quando tive bebê. E o fato de ter três filhos não tornou esta escolha mais fácil porque mudamos de cidade e tive que me reajustar aos médicos como se fosse a primeira vez.

Da minha experiência aprendi duas coisas:

- é imprescindível que os pais sintam empatia pelo profissional escolhido. Afinal, não importa se você é do tipo que liga toda hora ou que só lembra do médico nas consultas de rotina, confiar no médico e se sentir à vontade para perguntar tudo, garantirá a saúde do seu filhote.

- meninos se sentem mais à vontade com homens, meninas com mulheres. Quando os meninos eram pequenos li (no livro Criando Meninos) uma recomendação para que os garotos tivessem figuras masculinas fortes na sua rotina e desde então eles têm um pediatra homem - o que agora, na adolescência, tem sido uma boa para que eles se sintam mais à vontade para comunicar suas dúvidas e problemas.

Quem cuidou de mim, desde que nasci (do parto) até perto dos 18 anos foi o “tio” Carlos Weingartner, que de médico das crianças virou compadre dos meus pais e é um tio de verdade para mim. Mas nem todo mundo estabelece uma relação tão próxima e fiel com o médico do filho.

Estudos mostram que muitos pais até levam os filhos ao pediatra, mas só quando eles adoecem, muitas vezes indo somente ao Pronto Atendimento. Esse comportamento limita o relacionamento e o médico não consegue conhecer a criança e a família direito.

A função do pediatra, além de tratar das doenças, é a de acompanhar o crescimento e o desenvolvimento da criança, a chamada puericultura. Por isso, o ideal é que as consultas tenham uma duração maior, para que os pais possam tirar dúvidas, receber informações sobre educação, alimentação, sono e prevenção de doenças e acidentes.

Nos primeiros meses de vida, o especialista vai acompanhar o ganho de peso, a amamentação, a presença de icterícia, coto umbilical, evacuações, testes do pezinho e da audição e estabelecimento do calendário de vacinação.

Mas quanto e quando devemos levar os filhos às consultas de rotina?

Para ajudar os pais a organizarem as visitas ao pediatra, vale compartilhar com eles a quantidade de consultas indicada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), de acordo com o tempo de vida da criança:

- Uma consulta aos 5, 15 e 30 dias.

- Dos dois aos seis meses, uma consulta ao mês.

- A partir dos sete meses, uma consulta a cada dois meses.

- A partir dos dois anos, uma consulta a cada três meses.

- A partir dos seis anos, uma consulta por semestre.

- Dos sete aos dezoito anos, uma consulta ao ano.

E para quem quer saber mais: o Ministério da Saúde tem uma publicação gratuita (disponível em PDF) sobre Crescimento e Desenvolvimento.

Leia também: Recém-nascido: guia de cuidados básicos.
 

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