Disney Baby

Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura

Por Samantha Shiraishi
@maecomfilhos

Se as necessidades básicas da criança estão sendo supridas, os pais não devem se culpar, perder a paciência, nem "amolecer" e sim orientar os filhos com atitudes amorosas, mas firmes

Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura

Está chegando aqui… a birra!

Manu, com 1 ano e 2 meses, começou a “gritar em alto e bom tom” quando quer alguma coisa.

Nesta hora, a gente respira fundo e, quando já temos outras crianças na família, buscamos alguma referência. É quase inevitável também reviver nossas próprias histórias de birra (todo mundo tem!) e reviver o tempo em que, antes de sermos pais, a gente criticava quem não sabia controlar os filhos em locais públicos.

Lembram-se dessa fase? A gente está passendo com o namorado no shopping e se depara com pais pirando com a crise dos filhos. Imediatamente sorrimos com cumplicidade e comentamos: “nosso filho não vai fazer isso”.

Pois é… basta o filho nascer e, como dizia minha avó, começamos a “pagar a língua”.

Afinal, verdade seja dita, toda criança faz birra.

A diferença é como lidamos com essas cenas e por quanto tempo permitimos que seja uma forma de comunicação entre nós.

Para quem fica o dia todo com o filho, como eu, pode ser mais fácil. E quem trabalha fora e fica poucas horas com o filho pequeno, como faz? Queremos chegar em casa depois de um dia cheio de trabalho e ouvir apenas o bebê dando gargalhadas.

Vamos refletir sobre a criança de 1 a 4 anos.

Segundo especialistas, ela tem algumas necessidades básicas:

- sentir-se desejada, amada e necessária

- receber cuidados, proteção e segurança

- ser apreciada, aceita e fazer parte do grupo

- ter a oportunidade de explorar, brincar e aprender a cuidar de si mesma

- repousar durante o dia e dormir cerca de 12 horas por noite

Se essas necessidades estão sendo supridas, os pais não devem se culpar, perder a paciência, nem "amolecer" e sim orientar os filhos com atitudes amorosas, mas firmes. Essa postura e atitudes tomadas sistematicamente ajudarão seu filho a crescer, tornar-se independente e ser uma criança emocionalmente equilibrada.

Na dúvida, basta pensar se as necessidades básicas estão atendidas e confiar no seu bom senso para administrar crises.

Mas é bom lembrar que as crianças pequenas funcionam como aquele ditado - "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura" - e os pais devem estar conscientes de que o fato de o comportamento não melhorar da noite para o dia não é sinal de problemas maiores.

Paciência e amor farão grande diferença com o tempo. 

Abraços e dias muito felizes para vocês com seus pecorruchos.

(Foto: Free Images)