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Chupeta: dar ou não dar?

Por Marina Breithaupt

A chupeta é um dos objetos que causam muita polêmica entre pais e profissionais de saúde. Ela é mesmo vilã?

Chupeta: dar ou não dar?

Existem alguns objetos controversos e que sempre geram polêmicas no mundo dos bebês. Mamadeiras, alimentadores e chupetas são um prato cheio para discussões acaloradas entre pais e especialistas.

Vai ter quem defenda o uso e não relate nenhum problema, mas há também quem condene e forneça um extensa lista de motivos para não oferecer esses itens aos pequenos. Esse post não é para defender nenhum dos lados e sim para relatar algumas experiências pessoais e, claro, abrir um debate entre nós: vale a pena ou não oferecer a chupeta aos bebês?

Nunca havia pesquisado ou pensado a fundo sobre o uso da chupeta. Achava muito fofo aquele pacotinho com um chupetinha na boca e comprei algumas ainda grávida. Minha primeira filha demorou a aceitar, mas foi muito tranquilo quando decidimos nos livrar dela em um Natal. Quando Babi tinha 2 anos e meio entregou todas as chupetas ao Papai Noel sem dramas. Confesso que depois achei meio cruel associar esse momento de despedida com a figura mágica do Natal, me arrependi, embora para ela não tenha sido nada traumático.

Com o segundo filho foi a mesma coisa. A única diferença é que já aceitou a chupeta desde cedo, com 3 semanas. E como ele era um "mamador profissional", a chupeta me auxiliava muito entre as mamadas, pois ele tinha muita necessidade de sucção e isso acalmava muito a nossa vida, não posso negar. Theo deu tchau para todas as chupetas pouco antes do que Babi, aos 2 anos, e completamente sem dramas. Entramos em uma loja de brinquedos, ele escolheu o queria e deixou todas as chupetas na loja sem olhar para trás.

Quem me acompanha pelo Instagram ou pelo Blog Petit Ninos certamente já viu como tentei que Mel aceitasse a chupeta. Tivemos boas experiências no passado e acreditei que teríamos noites melhores - já que ela ainda mama no peito e sempre foi um bebê com alta necessidade de sucção.

Tentei por meses oferecer a chupeta sem sucesso e ela também sempre recusou o bico da mamadeira. Mel tem algumas chupetas sempre à mão para brincar e, às vezes, levo comigo na bolsa quando sei que vamos encontrar outros bebês - pela chupeta das bocas alheias ela super se interessa.

Você pode estar aí pensando: mas que mulher maluca, é uma bênção se a criança não pegou a chupeta!

Não é bem assim! Como há uma lista de contraindicações ao uso excessivo, há também uma lista de situações onde a chupeta pode ser usada como aliada. Eu atestei na prática alguns benefícios, como acalmar e deixar os bebês mais tranquilos ou, por exemplo, no auxílio para que o  pequeno não passe a chupar os dedinhos, uma situação bem mais complicada de se mudar no futuro.

Sempre limitei o uso da chupeta associada a hora de dormir. Quando a chupeta das crianças caia a noite, eu simplesmente deixava ao lado (na realidade eles só usavam a chupeta para adormecer e não a noite toda). O mesmo valia para a soneca da tarde, única hora em que eu permitia o uso durante o dia.

Por recomendação da pediatra das crianças só oferecemos a chupeta após algumas semanas de vida, depois da pega do peito já estar bem acertada, evitando assim confusões de bico.

Acho que como tudo na vida, com moderação, pode. Basta seguir o bom senso e administrar o uso da chupeta a seu favor e com moderação para não causar problemas ao bebê.

Sabe-se dos riscos de várias deformações para a arcada dentária, bem como riscos de cáries. Há até estudos que associam o uso da chupeta com a otite, mas todas as pesquisas que li relatavam problemas ligados a um uso excessivo ou inadequado, ou seja, casos em que as crianças permanecem quase o dia todo com a chupeta.

E claro que a lista de "contras" permanece maior do que a lista dos "prós, porém, algumas crianças realmente possuem uma necessidade de sucção maior que outras e que se acalmam muito com o uso da chupeta, então, usando com moderação e tirando o mais cedo possível, acho que a chupeta pode ser mais amiga do que inimiga.

Caso você decida fazer o uso, confira algumas recomendações que me foram dadas pela pediatra das crianças:

- Não oferecer nas primeiras semanas de vida do bebê até que a amamentação esteja estabelecida para não haver confusão de bicos.

- Sempre oferecer formatos e modelos adequados a idade dos bebês, produtos confiáveis, fabricados com materiais seguros e que possuam formatos anatômicos que amenizam possíveis problemas bucais.

- Sempre manter a higiene muito em dia. Isso ajuda na prevenção de cáries.

- Estabelecer horários fixos para o uso, ou seja, somente para dormir.

- Tirar o mais cedo possível, fazendo uma troca consciente com a criança.

Nós tivemos boas experiências como já disse, então tentei que a Mel gostasse também, mas... não foi o caso! Vai de cada família e de cada bebê, e sempre com o aconselhamento de um pediatra, ok?!

Um beijo,

(Imagem: Shutterstock)

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