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Comendo com as próprias mãos

Como saber qual é a hora de incentivar as crianças a comerem sozinhas?

Comendo com as próprias mãos

Estimular o bebê a se alimentar de maneira independente é fundamental para o crescimento e o amadurecimento da criança. No entanto, essa costuma ser uma dúvida muito comum para as mães, especialmente as de primeira viagem, que não sabem quando dar início a essa fase e de que forma fazê-la.

Para o pediatra Paulo Taufi Maluf Júnior, o incentivo pode acontecer já a partir dos 7 meses, quando o bebê consegue segurar as comidinhas com as próprias mãos.

“Para isso, os pais devem oferecer alimentos de fácil manuseio, como pão, biscoito, bife, frango, frutas, lanches e cenoura, cortadinhos em pequenos pedaços e deixar a criança livre para manuseá-los, até que os leve à boca livremente e sinta a consistência, aprendendo a usar dentes, gengivas, língua e a musculatura mastigatória”, pontua o especialista.

Sim, a bagunça será geral, pois certamente seu pequeno irá se lambuzar! Se não quiser ver sua casa toda suja de comida, a sugestão é delimitar um espaço em que as refeições irão acontecer.

Opte por um cadeirão ou um lugar à mesa, pois essa baguncinha é necessária para que ele aprenda mais sobre o alimento, experimentando diversas sensações ao entrar em contato com a textura, o aroma, as cores e, por fim, o sabor.

Com esse comportamento, a criança desenvolve uma atitude de cumplicidade com o alimento e passa a aceitá-lo com mais naturalidade.

Talheres e afins

Liberdade é palavra-chave. Por volta de 1 ano, quando se espera uma dieta já mais solidificada, deve-se respeitar a vontade da criança de manipular talheres ou a própria comida com as mãos. “E só depois ajudá-la a ingerir o restante que ainda não se conseguiu por conta própria”, explica o médico.

Lembre-se de oferecer talheres e pratos próprios para a idade, que não sejam pontudos nem penetrantes, para evitar acidentes: “Colheres de cabo torto, que facilitam a chegada do alimento à boca, são uma boa opção”, recomenda Vanessa Radonsky, pediatra e endocrinologista pediátrica do Hospital Sepaco.

Provavelmente, você vai notar que não existe nenhuma dificuldade em fazer seu filho comer, pois, nessa idade, é grande a curiosidade que a criança demonstra em pegar e abocanhar tudo o que esteja ao seu alcance.

Porém, não tenha pressa em fazê-lo aprender a se alimentar sozinho rapidamente. Tudo tem o seu tempo e mesmo os pequenos, ao verem os mais velhos comendo, vão querer imitar.

“Não se deve pressionar a criança para comer corretamente e com educação em idades muito precoces”, salienta o pediatra Maluf Júnior. Também não se recomenda permitir que o momento das refeições se torne conflituoso. Ao contrário, precisa ser feito em um ambiente calmo e dedicado àquela atividade.

Para que a criança seja estimulada, mas também se alimente corretamente, a pediatra Vanessa Radonsky aconselha que, nas refeições principais, seja colocada pouca comida em um pratinho só para a criança, enquanto a mãe fica com a maior porção e vai alimentando-a ao mesmo tempo. Ou seja, entre uma tentativa e outra da criança, você oferece uma colherada.

Passo a passo

Aos poucos, aumente a comida do pratinho dela até que seja capaz de comer tudo sozinha. Assim, a sua ajuda vai progressivamente sendo desnecessária. Geralmente por volta de 3 ou 4 anos, já há coordenação necessária que permita autonomia à criança comer sozinha.  

Mas é importante que após os 3 anos de idade a criança seja capaz de comer junto com os pais, de modo que eles deem o exemplo prático que ela procurará seguir.

Vera Lúcia Ferreira Barbosa conta que, no início, não foi fácil fazer sua filha Rafaela comer sozinha.

A mãe não começou o processo com as refeições principais, mas sim, com iogurte no potinho e fruta cortada para a garotinha comer com a colher. Só depois é que foram inseridas grandes refeições.

“O que funcionou foi tornar o momento da refeição algo divertido e agradável para ela. Por isso, compramos pratos de plásticos coloridos, canecas com bico e talheres menores, também coloridos. Sentamos à mesa e a incentivamos a comer com os novos brinquedos. Sempre que ela conseguia, dávamos os parabéns”, relata.

Hoje Rafaela tem quase 2 anos e se alimenta sozinha com supervisão dos pais – e não quer que nenhum tipo de ajuda! “A cada dia ela se torna um pouquinho mais independente”, conta a mãe, orgulhosa.

(Foto: Getty Images)

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