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Como escolher os móveis do bebê

Deixar o quarto bonito não é suficiente. É preciso ficar atenta às questões de segurança, adaptando os espaços para evitar acidentes com os pequenos

Como escolher os móveis do bebê

Cair faz parte do aprendizado na infância. Mas, de acordo com a ONG Criança Segura, as quedas são responsáveis por cerca de 50% das hospitalizaçõs infantis.

Felizmente, acidentes domésticos podem ser evitados. Para isso, os pais devem supervisionar os passos do filho e a casa precisa ser um ambiente seguro.

Um dos primeiros cuidados a se tomar é a escolha dos móveis do quarto do bebê. Como é ali que a criança pequena passa mais tempo, as peças não devem apresentar riscos fáceis para os pequenos.

A mobília do resto da casa também pode e deve ser adaptada para oferecer segurança. E lembre-se sempre: menos é mais.

Por isso, evite entulhar o quarto do bebê, porque a criança precisa de espaço, principalmente quando começa a engatinhar.

Melhor se ater aos móveis essenciais: berço, cômoda, a cadeira de amamentação e, se couber, um armário pequeno.

A seguir, veja as principais recomendações das especialistas Lígia Bisconti e Andréa Murao para deixar seu filho seguro e confortável.

(Fotos: Getty Image, Bebê Store [grade], Tricae [caixa organizadora, tapete, cômoda, colchão e protetor de dedos] e Mobly [colchão, cômoda, poltrona]/ Divulgação)

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Separe o cantinho da brincadeira
É importante ter um espaço com um tapete antiderrapante e caixas organizadoras com os brinquedos da criança. “Ela precisa ter esse cantinho para não querer ir para o resto da casa. Procure ter alguns brinquedos de fácil acesso, que ela possa pegar sem sua ajuda. Pode ser uma caixa fofa ou uma prateleira baixa”, diz a arquiteta Andréa Murao.
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Cuidado com as quinas
A mobília mais indicada para o quarto do bebê é aquela com cantos arredondados. Mas, como não é possível renovar os móveis da casa toda, o ideal é usar protetores de quinas em peças com pontas retas. Assim, a criança não se machuca se bater a cabecinha em algum lugar. Você também pode adquirir travas para gavetas e vaso sanitário e protetores de porta.
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Selo de segurança
Procure pelo selo do INMETRO em tudo que adquirir para seu filho, de brinquedos à roupa de cama e, principalmente, o berço. Segundo o instituto, as grades devem ter espaçamento máximo de 6,5 cm entre si, para que o bebê não corra o risco de prender a cabecinha ali, e a distância entre o estrado e o topo da grade deve ser de ao menos 60 cm, para que a criança não caia quando conseguir se levantar. A arquiteta Lígia Bisconti explica ainda que o colchão deve ser de espuma e não plastificado. “A densidade recomendada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) para crianças pequenas é a D18: plano, duro, não deformável e perfeitamente ajustado ao berço”, ensina.
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Sem frufru
Os chamados “kits berço” trazem vários itens, entre lençóis, fronhas, protetores e almofadas para deixar o bebê confortável, além de brinquedinhos para distraí-lo. No entanto, o acolchoado que acompanha o kit pode provocar sufocação e a criança pode se prender a um dos penduricalhos. Evite deixar mais que uma leve coberta no berço. “Se você usar um berço com tela entre as grades, não precisa de protetor acolchoado e o risco de sufocação é menor”, diz Andréa.
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Aposte na fórmica
“Prefira móveis feitos com fórmica. Eles têm boa durabilidade, são fáceis de limpar e de manter. Vale lembrar que o MDF é uma fórmica”, explica Andréa.
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Portão em tudo
Proteja o acesso a escadas e a locais perigosos com grades ou pequenos portões. Segundo Lígia, o importante é que a trava de abertura dessas grades tenha um comando duplo e simultâneo para destravar. “Como a criança não consegue executar os dois comandos ao mesmo tempo, não conseguirá abrí-la”, esclarece.
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Prefira os laváveis
“Como os bebês têm a ‘fase oral’ e experimentam o mundo pela boca, a higienização de todos os objetos é muito importante”, diz Lígia. Por isso, tudo deve ser fácil de lavar. De acordo com Andréa, até móveis embutidos devem ser evitados. “São mais difícieis de arrastar para remover o pó”, comenta.
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Descarte o trocador
Em vez de comprar um móvel específico para trocar o bebê, escolha uma boa cômoda para isso. “Ela precisa ter ao menos 90 cm de altura para que a mãe não tenha dores na coluna e entre 1 m e 1,20 m de largura, bem como um colchão fino”, recomenda Andréa. De acordo com Lígia, as gavetas mais altas de uma cômoda devem acomodar os principais itens da hora da troca, como fraldas, cueiros e bodies. “Podem ter ainda um estoque de pomadas e algodão. As roupinhas podem ficar nas gavetas menores ou inferiores”, ensina.
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Amamentação em paz
O melhor jeito de dar de mamar para o bebê é na cadeira de amamentação, que é toda acolchoada e confortável, além de possuir sistema de balanço em muitos casos. Dê preferência aos modelos com tecido sintético, que podem ser lavados facilmente, e procure almofadas específicas para encaixar embaixo do braço, evitando desconfortos.
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Mesinhas e cadeirinhas
Fique de olho na altura dos móveis usados nas brincadeiras das crianças. “Elas não ficam muito tempo na mesma posição. Por isso, a altura da mesa deve ser apropriada para que a criança faça atividades sentada e em pé”, explica Lígia.
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Tapetes seguros
Além de ter antiderrapantes em todos os tapetes da casa, aqueles de maior contato com a criança devem ser de fibras naturais (para não causar alergias), fáceis de aspirar e lavar, como os de acrílico. Caso esteja pensando em usar carpete, procure as versões com agentes antimicrobianos na composição.