Disney Baby

Como lidar com a disputa por brinquedos

Dividir é um tema complicado para boa parte das crianças, e lidar com os choros e brigas pode exigir alguns traquejos, veja algumas dicas

Como lidar com a disputa por brinquedos

Vocês vão ao parquinho. Vai ser incrível ver o pequeno brincar na areia, fazer amigos, curtir o escorregador...  até que outra criança se aproxima e pega a pazinha e o baldinho do seu filho, que logo abre o berreiro e você não sabe ao certo como agir.

Calma! Perto de um ano a disputa por brinquedos é inevitável. Eles estão aprendendo tudo sobre limites, sobre conviver com outras crianças, sobre compartilhar.

Esse é um tema corriqueiro no berçário Bebê-Abá, de São José dos Campos. Ana Lúcia Cardoso Ricci Peixoto, psicóloga, e Nathalie Annick Soublin, pedagoga, são donas da instituição e explicam que nunca é cedo demais para conversar e explicar para a turminha a importância de dividir.

“É sempre importante incentivar o correto, desde a mais tenra idade, mesmo que seu filho pareça não compreender. Conversar não é cobrar um comportamento que ele ainda não tem maturidade para cumprir e sim gerar uma relação de diálogo desde cedo para auxiliá-lo nos próximos conflitos”, explica Ana Lúcia.

Muitas vezes as crianças resolvem esse tipo de conflito sozinhas: um pega e o outro toma de volta. Caso isso não ocorra, avalie a situação.

As crianças já são capazes de resolver sozinhas pela faixa etária? Os responsáveis pela outra criança estão presentes para interferir se necessário?

Se o seu filho pegar algo de um coleguinha, explique que não se pode tomar as coisas da mão do outro, e peça que devolva. Mas é importante que, sempre que o adulto decida se posicionar, seja correto e imparcial para o bem das crianças.

“Outra coisa importante nessa situação, é que, independentemente da idade das crianças, as regras devem ser cumpridas. Nada do maior ter que ceder sempre para o menor, isso não é benéfico para nenhuma criança”, afirma Nathalie.

Como é compartilhar para você?

Claro que é importante incentivar o seu filho a compartilhar, mas pense em seus pertences: você gosta de compartilhar tudo com todos? E se estivesse usando seu tablet e alguém te obrigasse a parar para emprestá-lo a um estranho? Talvez, o melhor meio de ensinar a compartilhar seja colocar limites de tempo para cada um brincar um pouco: serão 3 minutos cada um, por exemplo.

“Mostrar para a criança que brincar junto é muito mais divertido pode ser um bom caminho. Oriente seu filho sempre com diálogo, respeito e coerência que ele vai compreender”, explica a psicóloga.

O que adianta para uma criança, pode não adiantar para outra

Os processos acontecem de formas distintas com cada indivíduo. Dependendo da personalidade da criança, isso pode se desenrolar com mais naturalidade ou não, precisando mais ou menos do auxílio dos adultos.

Observe o que mais toca seu filho nesse processo educacional: conversar, distrair, sair do local, perder o direito; sempre na intenção de ensinar. Isso é fundamental para o seu crescimento. “O que resolve para uma criança pode não adiantar para outra. Tenha paciência. Use cada oportunidade em parques, festas, encontros com amigos para ensiná-la, mesmo que seja cansativo”, orienta Nathalie.

Partiu para a briga?

Quando a disputa chega a uma agressão física é necessário que os adultos interfiram. Nesse momento é importante que as crianças percebam que essa não é a forma adequada de solucionar o problema.

“Sugerimos acalmar as crianças e afastá-las da situação para que se possa conversar e refletir sobre o ocorrido”, diz Nathalie. A pedagoga explica que toda ação exerce uma reação, portanto, não permitir que a criança brinque por alguns minutos ou mesmo ir embora do local podem ser formas de demonstrar que o que ela fez não foi adequado.

“Assim como as crianças estão aprendendo a brincar, a contar, a se vestir, também estão aprendendo as regras sociais, e é papel do adulto esclarecer que agredir nunca é uma forma aceitável para resolver os problemas”, afirma.

O seu papel nisso tudo

Ana Lúcia e Nathalie lembram que um fator extremamente relevante no processo educacional das crianças, inclusive com relação a esse tema, é ter consciência que os adultos são os maiores exemplos das crianças, elas observam e aprendem com seus comportamentos.

“A tentativa de sermos coerentes e corretos é uma grande iniciativa para ensinar sempre sobre qualquer assunto”, conclui Ana Lúcia.

(Foto: Getty Images)