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Como ter filhos que não ficam doentes

Preocupada com a saúde dos pequenos? Conheça dicas práticas que vão ajudá-los a ficar mais fortes e imunes a doenças

Como ter filhos que não ficam doentes

Há mães que vivem preocupadas dizendo que o “filho tem a imunidade baixa” por conta da quantidade de gripes, resfriados e viroses que a criança apresenta. Mas essa concepção está errada na maioria das vezes, segundo Lúcio Cury, médico pediatra, alergologista e imunologista.

“Pessoas que possuem problemas de resposta do sistema imunológico são imunodeficientes, uma doença rara, grave e que exige tratamentos específicos. A verdade é que, na maior parte do tempo, resfriados fazem parte do amadurecimento do sistema imune e não representam um déficit como muitos pensam”, argumenta.

O sistema imune, conforme explica Cury, precisa ser “apresentado” aos germes mais comuns para que, depois, consiga se defender contra os males. E é exatamente isso que ocorre até os 5 anos de idade, principalmente após o ingresso na escolinha, quando a criança passa a ter maior contato com outros indivíduos.

Para o especialista, não há uma época do ano em que os pequenos estão propensos a ficarem mais doentes. Mas existe, sim, uma sazonalidade das doenças. Por exemplo, no inverno são mais comuns os germes disseminados por secreções respiratórias, uma vez que eles circulam com maior facilidade em locais fechados e aglomerados.

Já as infecções gastrointestinais – ou seja, vômitos e diarreias – por causa da ingestão de comidas contaminadas ocorrem mais vezes no verão, consequência do mau acondicionamento dos alimentos e a falta de higiene no preparo, além do calor que ajuda na proliferação de germes.

Confira, a seguir, algumas dicas para deixar seu filho menos propenso a doenças:

Lave bem as mãos
Ensine-o a lavar as mãos sempre ou higienizá-las com álcool gel, principalmente antes de levar a mão ao rosto e se alimentar. “Todos somos propensos a ficar doente, mas as crianças acabam tendo mais contato com esses vírus pela falta de noção de higiene, como a lavagem adequada das mãos e o contato frequente com secreções de outra pessoa, já que elas têm mania de levar tudo à boca, principalmente os objetos dos coleguinhas da escola, que também fazem a mesma coisa”, diz Cury.

Tome cuidados quando doente
Evite que o filhote tussa nas mãos porque, dessa maneira, contamina e dissemina os germes através delas. A melhor coisa, segundo o médico, é tossir no antebraço ou ombro. Ele ainda ressalta que é melhor que a criança não saia de casa quando doente, evitando assim a contaminação de outras pessoas e auxiliando a ter uma recuperação mais rápida. “Quando doente, é indicado que repouse, alimente-se bem e beba bastante líquido”, ensina.

Atente às doenças sazonais
Lembre-se de que o verão e o inverno propiciam a proliferação de germes. Portanto, como orienta Cury, no calor, evite dar alimentos de origem duvidosa para a criança. Já no inverno, prefira passar longe de locais cheios de gente, onde há uma maior concentração de germes.

Foque na vida saudável
O especialista também observa que nosso organismo precisa estar bem condicionado para se defender dos germes. Por isso, invista numa alimentação adequada e na prática de esportes. Afinal, se a criança está saudável e bem nutrida, todo o organismo dela também estará.

Invista no leite materno
Com anticorpos e elementos nutricionais que protegem a saúde do bebê, o leite materno é o alimento preferencial e exclusivo até os 6 meses de vida. “A partir de então, o ideal é dar alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas e legumes) 3 vezes ao dia se a criança receber leite materno e 5 vezes ao dia se estiver desmamada”, explica o médico pediatra e nutrólogo Rubens Feferbaum.

A nutrição ideal
Ofereça diferentes alimentos ao seu filho e estimule o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições, mas respeitando a sua aceitação, sem forçar em momento algum. Evite açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros anos de vida. “E não se esqueça de que sal, açúcar e gorduras em excesso fazem mal em qualquer idade”, ressalta Feferbaum.

(Foto: Getty Images)