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Como um filho faz um casamento mais feliz

Por Nívea Salgado
@Mildicasdemae

Não, filho não salva um casamento. Mas se a relação já era boa, fica muito melhor!

Como um filho faz um casamento mais feliz

Quando você vira mãe, passa a prestar atenção no que outras mulheres falam sobre a maternidade. É quase instintivo: seu radar fica sintonizado nessas conversas e, enquanto você as escuta, suas próprias experiências vêm à tona.

Foi o que aconteceu outro dia comigo - enquanto tomava um café fora de casa, ouvi duas amigas conversando sobre a possibilidade de ter filhos. A primeira dizia para a segunda: "Do jeito que seu casamento está, só mesmo uma criança para remediar".

Depois que minha filha nasceu, eu confirmei algo em que eu acreditava, e que contraria completamente esse diálogo na minha opinião: filho algum é capaz de salvar uma relação que vai mal.

Aliás, se as coisas não vão bem, é muito provável que a chegada de uma criança seja mais um ponto de conflito entre o casal, porque a família inteira precisa se adaptar a uma nova realidade, porque o grau de liberdade (para viajar, passear etc) que você tinha sofre uma redução drástica de uma hora para a outra, porque um pequenino muda o padrão de sono, de alimentação, de tranquilidade da casa.

É tenso, é difícil, e é preciso uma ajuda mútua para que pai e mãe enfrentem a situação. 

Mas, para mim, o contrário também acontece com frequência: quando a relação entre os pais é boa, o nascimento de um filhote só a fortalece. E sabe o porquê? Porque nasce uma admiração muito forte do pai pela mãe, e vice-versa.

Você passa a enxergar no outro qualidades que ainda não conhecia. A força da mulher que deixa sua vida para trás por um bom tempo, para amamentar, para cuidar, dando o melhor de si para esse serzinho que chega ao mundo; a delicadeza do homem, que dá espaço para que essa relação visceral entre mãe e filho, essencial nos primeiros meses do bebê, aconteça - mas estando junto, participando, e assumindo o papel de pai.

Um filho traz a possibilidade de aquisição de um novo equilíbrio familiar, em que cada um sai de seu "casulinho" pessoal para lutar por uma felicidade conjunta.

Não adianta estar bom só para você, nem para seu marido/sua esposa. É preciso atingir o ponto em que está bom para todos - e para isso você aprende a fazer concessões ainda maiores daquelas que já fazia.

Você aprende que nem todas as discussões são válidas, apenas as construtivas. Você aprende a aproveitar o tempo para ser feliz - até a próxima mamada, o próximo chorinho!

(Foto: 123RF)