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Criançada protegida no verão

O uso do protetor solar é item obrigatório no nécessaire dos pais. Conheça mitos e verdades sobre esse produto

Criançada protegida no verão

Os dias quentes estão batendo na porta e daqui a pouco a garotada estará na praia, na piscina ou em outras atividades ao ar livre curtindo muito o verão. Mas com o sol cada vez mais forte, proteger os pequenos é para lá de importante.

“Estudos demonstram que 83% das crianças e 36% dos adolescentes apresentam queimaduras solares no verão”, alerta a dermatologista Tatiana Steiner, membro do Colégio Ibero-Latino Americano de Dermatologia.

Por isso, o uso do protetor solar é o maior aliado dessa galerinha. Mas como aplicar? Quando aplicar? Como escolher? Para ajudá-los nessa tarefa, selecionamos as dúvidas mais comuns dos pais. Depois é só curtir o verão tranquilos e com muita diversão.

Bebês abaixo de 6 meses não devem usar protetor solar.

VERDADE. “Existem poucos estudos sobre a segurança do uso desses produtos em bebês pequenos que apresentam pele mais fina e delicada. Além disso, até essa idade, os pequenos não devem ser expostos ao sol forte”, salienta a dermatologista Kerstin Taniguchi Abagge, presidente do Departamento de Dermatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Nos passeios ao sol, deve-se usar sombrinhas, bonés ou guarda-sol apenas.

O uso do protetor solar permite que as crianças fiquem no sol por mais tempo.

MITO. O protetor não tem a finalidade de expor intencionalmente a criança ao sol. Ele é uma proteção contra os efeitos danosos do sol, como queimaduras, fotoenvelhecimento e câncer de pele. Portanto, o uso não está ligado a tempo extra embaixo do sol.

O protetor solar para crianças deve ter FPS acima de 30.

VERDADE. Esse Fator de Proteção Solar (FPS) pode filtrar mais de 90% da radiação ultravioleta, por isso é o mais indicado para essa faixa etária. “O uso de filtro solar na infância e adolescência reduz a incidência de câncer de pele. Dê preferência às formulações mais estáveis e resistentes à agua e areia, pois facilita a aceitação da criança ao produto e a rotina”, observa Tatiana. E na hora de usar, não esqueça de passar o filtro no dorso dos pés, pescoço e atrás dos joelhos e orelhas, áreas muitas vezes esquecidas.

Protetor solar em criança deve ser aplicado a cada hora.

MITO. Cuidado com o exagero. A não ser que a criança esteja entrando e saindo da água a todo o momento ou fazendo uma atividade em que transpire muito, o protetor solar pode ser reaplicado a cada 2 horas.

O uso de roupas com proteção UV é o suficiente para proteger as crianças.

MITO. Essas roupas são uma superajuda, mas não devem ser usadas como único método. “O tecido funciona como uma barreira, mas não há uniformidade na proteção e não dá para saber se ela perdura após várias lavagens. Então é recomendado usar o filtro solar mesmo com a roupa”, diz Kerstin. E fique de olho nas partes descobertas: elas precisam de atenção redobrada.

Filtro solar deve ser passado sempre no sentido vertical.

MITO. Não há sentido correto para aplicar o produto. O importante é que toda a pele seja coberta de forma uniforme. “Para garantir, o melhor é optar pela aplicação do fotoprotetor em duas camadas. Ou seja, passa uma camada na criança e em seguida, aplique outra camada”, ensina Tatiana.

Depois dos 10 anos, a criança não precisa mais usar filtro infantil.

VERDADE. Os protetores do tipo baby devem ser usados a partir dos 6 meses até os 2 anos de idade, porque possuem menor potencial alergênico. “Depois dessa idade, se a criança não é alérgica, os filtros infantis ou de adulto podem ser testados em uma pequena área do antebraço. Se não houver nenhuma reação, já podem ser usados”, explica Kerstin. Dê preferência aos produtos sem perfume e dermatologicamente testados.

Criança precisa se expor ao sol.

VERDADE. A exposição solar é importante a partir do nascimento para sintetizar a vitamina D, fundamental para preservação dos ossos e prevenir doenças. Além disso, brincadeiras ao ar livre devem ser estimuladas. Mas lembre-se que a proteção solar é um conjunto de medidas. “Além do uso do protetor solar, deve-se ficar atenta ao horário da exposição (antes das 10 horas ou depois das 16 horas), uso de roupas adequadas e ainda visitas ao dermatologista para vistoria da pele, mesmo entre as crianças”, aponta a dermatologista Selma Helene, especialista em Dermatologia Pediátrica.

(Foto: Getty Images)