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Cuidados com o bebê durante o verão

O calor já chegou e, com ele, a necessidade de adotar algumas mudanças na rotina do filhote

Cuidados com o bebê durante o verão

O verão pode ser uma época deliciosa para a mãe e o bebê. Os dias costumam ser mais bonitos e até parecem mais animados na temporada quente. Porém, as altas temperaturas pedem cuidados extras. É só ficar atenta e adotar alguns conselhos para que o filhote não sofra com o calor intenso e o sol típico da estação.

“Os bebês são ainda mais sensíveis que as crianças em geral, porque a pele e os órgãos deles estão em fase de maturidade”, explica o pediatra José Gabel. Pensando nisso, separamos as mudanças que devem ser feitas na rotina da turminha – e não é nada que exija muito esforço, viu?

Exposição solar sim, mas com muito cuidado

O sol é um dos responsáveis pela fixação do cálcio nos ossos e síntese da vitamina D, mas pode provocar danos à pele, aos olhos e, em alguns casos, até mesmo desencadear doenças como desidratação, insolação e queimaduras.

Por isso, é preciso ter uma atenção especial com bebês com menos de 1 ano de vida, como não levá-los para a praia, piscina ou parque entre às 10 e 16 horas.

“Os bebês não devem ficar diretamente expostos ao sol fora desse horário. As brincadeiras mais longas na água, seja no mar ou na piscina, precisam ser reservadas para quando eles forem maiores”, alerta o médico.

Quanto aos filtros solares, a recomendação é usar produtos com fator de proteção 30 (FPS 30) ou maior, devendo ser aplicados 30 minutos antes da exposição ao sol e à água e ser reaplicado a cada 2 a 4 horas.

Os especialistas aconselham o uso de protetor solar apenas em bebês acima de 6 meses, época em que se é “liberada” a visita às praias. Caso ele seja mais novo e, mesmo assim, os pais o levarem para a praia, a melhor opção é deixá-lo na sombra protegido com roupas e chapéus que ofereçam proteção aos raios solares.

“Mães, pais e cuidadores devem estar atentos a vermelhidões que podem aparecer, lembrando que o mormaço na sombra também queima”, explica Gabel.

A advogada Verônica Rosa acaba de levar suas filhas gêmeas, Isabel e Rebeca, de 10 meses, para a ilha de Comandatuba, no litoral da Bahia. “É a primeira vez delas no mar. Elas entram um pouquinho, dentro do horário permitido, ficam 15 minutinhos e eu já tiro, seco e coloco uma roupinha”, conta ela. 

Esse cuidado, segundo o pediatra, é bastante importante para evitar o surgimento de micoses na pele.

Atenção à alimentação e higiene

De acordo com o especialista, a alimentação durante a época de calor deve ser simples, com bastante leite materno e uma maior quantidade de líquidos, sucos naturais e frutas.

É preciso tomar cuidado para evitar respingos ou sobre o corpo. “Se isso acontecer, a área deve ser levada, pois podem causar manchas e queimaduras no caso de alimentos fotossensíveis”, diz. 

Água e sabão são suficientes para a higiene e não há problema se a mãe sentir que precisa repetir a higiene com mais frequência. Nessas horas, também é interessante ter à mão toalhinhas umedecidas, que ajudam na limpeza constante e podem servir para refrescar o bebê.

Já as fraldas devem ser trocadas sempre que estiverem sujas ou úmidas por conta de calor e do suor. Lembre-se que existem modelos específicos para o passeio na praia, que bloqueiam mais a passagem da água, evitando que a fralda fique encharcada e pesada para o bebê.

Para um bebê fresquinho

Locais bem ventilados ou refrigerados são indicados no verão e ajudam na qualidade do sono. Entretanto, tenha certeza de que o ventilador ou o ar-condicionado não esteja muito forte ou direcionado diretamente para o bebê.

Devem ser escolhidas roupas leves, de preferência de algodão, e claras, típicas da estação. “Não há problemas caso a criança durma desagasalhada se estiver muito calor. Porém, o risco de picadas de inseto cresce”, lembra o médico.

Falando nos bichinhos, enquanto o calor favorece a multiplicação deles, os pequenos também costumam brincar mais ao ar livre ou ficam com pouca roupa, situações que contribuem para o aumento de casos de picadas de inseto.

“Use repelente infantil e, se o bebê for alérgico, não coce a área avermelhada. Feridas podem aparecer e propiciar infecção por bactérias”, diz o especialista José Gabel.

(Foto: Getty Images)