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Filho pequeno X profissão

Trabalhar em casa para ficar mais tempo com o bebê é possível, sim! Confira como adminstrar e ter sucesso na empreitada

Filho pequeno X profissão

Decidir o que o que fazer quando termina a licença-maternidade pode não ser uma tarefa simples. Afinal, ter que deixar seu bebê aos cuidados de outra pessoa durante todo o dia para você voltar à sua antiga rotina de trabalho traz à tona sentimentos diversos.

Para algumas mulheres, recomeçar o dia a dia profissional é um processo mais tranquilo e que faz parte da retomada da carreira e de tudo o que ela representa. Para outras, não existe a opção de não voltar, já que o salário é essencial para manter as contas da família em ordem. E também existem mães que podem e optam por dar um tempo na carreira para se dedicarem mais de perto aos filhos.

Mas e se você pudesse juntar tudo isso?

O home office é essa opção e tem sido o caminho escolhido por muitas mães que têm a possibilidade de produzirem em casa o que antes faziam no escritório das empresas. E, quando a antiga profissão não lhes dá essa alternativa, algumas mulheres buscam se reinventar e escolhem um novo projeto de trabalho.

É o caso de Aline Daniele Jafet, que trabalhava no mercado financeiro e, após decidir que ficar em casa com os filhos seria prioridade, fez um curso a distância e se tornou assessora de gestantes e mães de primeira viagem.

“Assim que meu filho nasceu, também nasceu a minha empresa e o que me motivou foi poder trabalhar e cuidar dos meus filhos, adequando a minha agenda profissional à vida deles - e não o contrário”, argumenta Aline.

Maria Pietra, de 3 anos, e Stephano, de 2 anos, estudam pela manhã e ficam o resto do dia com a mãe, que concilia as atividades de sua empresa com os cuidados com as crianças.

Mas, manter tantas atividades em paralelo não é uma tarefa simples. Por isso, com a ajuda da master coach Mariana Morena, criadora do método Coaching para Mulheres no Brasil, preparamos um guia com dicas para você ter sucesso no seu home office.

1. Tenha um lugar para trabalhar: ainda que seja na mesa da sua sala, separe um local para você colocar seu computador e demais objetos de trabalho. Deixe tudo à mão, como uma garrafa de água, o telefone e o que mais precisar. Assim, você não perderá tempo buscando por eles pela casa.

2. Tire o pijama: você não precisa estar com o seu melhor modelito social, mas vista-se para trabalhar. Isso lhe dará mais ânimo e foco para cumprir o seu momento profissional.

3. Comece pela tarefa mais difícil: na hora de sentar para trabalhar, faça a tarefa mais complicada primeiro. É no começo que temos mais ânimo e estamos mais preparadas para enfrentar os desafios.

4. Faça uma lista de todas as suas funções: descreva seus papéis (como profissional, mãe, dona de casa e esposa, por exemplo) e como você gostaria de exercê-los e em qual horário. “Organize sua agenda em blocos, com as funções de cada papel. Que horas você está disposta a organizar a casa? Quantas horas por dia você pretende trabalhar? A partir dessas informações, você organiza seu dia”, explica Mariana, que abriu sua empresa de coaching em home office após o nascimento do seu segundo filho, organizado sua rotina em função do ritmo do bebê.

5. Respeite o seu corpo: algumas pessoas têm mais energia para trabalhar cedinho; outras, no fim da noite. Já que é você quem determina os seus horários, ouça as necessidades do seu físico e aproveite o período de maior disposição para trabalhar.

6. Organize o seu dia: se você olhar ao redor e enxergar uma pilha de roupas para passar e bastante louça esperando ser lavada, pode entrar na neura de ter que arrumar tudo e não conseguir dar conta do trabalho. Então, procure se organizar com horários para cada tarefa. Foque no trabalho e deixe a arrumação de casa para outro momento. Da mesma forma, não caia no engano de trabalhar demais só porque o computador está logo ali, à disposição.

7. Cuidado para não misturar suas funções: obviamente você não deixa de ser profissional para ser mãe e vice-versa, mas tente fixar os pensamentos na atividade que você estiver exercendo naquele determinado momento. Ir trabalhar pensando no que fará quando o bebê acordar não a deixará ser produtiva. Da mesma forma, brincar com o filho com a cabeça nas preocupações do trabalho tornará o momento menos gostoso e proveitoso. Não é fácil, mas vá se policiando para fazer cada tarefa por completo. Dedique o seu melhor para aquilo que for possível no momento.

8. Flexibilidade: separar as funções não significa que você não possa ser flexível. Seu bebê acordou antes do horário que você esperava ou está ficando mais tempo no seu peito durante as mamadas? Tudo bem! Curta esse tempo com ele. No próximo intervalo possível, você corre para colocar o trabalho em dia, ainda que isso signifique fazer um lanche rápido ao invés de um almoço mais elaborado. “Se você tem um empregador, tenha uma conversa franca e objetiva com ele para esclarecer quais são suas obrigações e o que você pode flexibilizar”, explica Mariana.

9. Ajuda da família: envolva a família no projeto de home office. Produzir em sua casa não significa que seu trabalho tenha menor importância e as pessoas precisam respeitar seus horários. Seu marido precisa ser um parceiro. “A família pode ajudá-la mantendo a casa e o escritório arrumados, cuidando da comida. Equilibrar as funções com o marido é muito válido”, incentiva a coach.

10. Estabeleça prioridades: se para você o mais importante é ter tempo para os filhos conciliando o trabalho, siga neste sentido. Mas se tem como alvo crescer na carreira, coloque metas pessoais para isso. Faça cursos a distância e busque o crescimento profissional. Lembre-se que cada mulher tem suas prioridades e somos nós quem estabelecemos o que é importante em cada momento de nossas vidas. Fazer escolhas significa abrir mão daquilo que não fará tanta falta para optar por algo que, para nós, é mais importante.

Peça ajuda quando precisar

Você poder ser uma supermulher, mas ainda assim pode precisar de ajuda para não enlouquecer quando acumular tantas tarefas. Se você acha que ainda é muito cedo para colocar seu filho na escolinha, investigue a possibilidade de as avós ou tias passarem algumas horinhas com ele em alguns dias.

Para elas, será delicioso curtir o bebê e, para você, as horas livres serão uma mão na roda no intuito de adiantar o trabalho. Seu companheiro também pode curtir um momento pai e filho durante a noite ou aos finais de semana para ajudá-la.

E, se possível, contrate uma diarista em alguns dias da semana para auxiliá-la com o serviço da casa. Você também pode se unir a uma amiga que tenha filho e trabalhe em home office para, juntas, combinarem o dia que uma cuida das crianças e a outra trabalha. Ou reunirem seus filhos e tentarem trabalhar juntas.

Nesse sentido, surgiu a Cooperativa de Mães, em Curitiba. Um grupo de amigas se uniu para conseguir cuidar dos filhos e seguir com a profissão. Cada uma das mães é responsável pelo cuidado das crianças em um dia da semana. As despesas são rateadas e os ideais de criação compartilhados por todas para que não haja confusão.

“Cada uma tem que se desdobrar em muitas para dar conta da sua vida diária e é um desafio encontrar mães alinhadas com a proposta e administrar as demandas das crianças”, conta Grace Barbosa, editora do Mãezíssima, e uma das criadoras da cooperativa.

Que tal juntar as amigas de home office para uma ajuda coletiva com os pequenos? 

(Fotos: Getty Images)