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Guia de amamentação para futuras mamães

Confira o que de mais importante você precisa saber sobre aleitamento materno e prepare-se para curtir esse momento tão precioso entre mãe e bebê

Guia de amamentação para futuras mamães

Nós, mulheres, nos preparamos por cerca de 9 meses para receber o nosso presente mais especial. São semanas de cuidados com a alimentação, consultas médicas, compra do enxoval, arrumação do quartinho... Mas, muitas vezes, esquecemos de dar atenção ao que é o mais importante: a amamentação.

E saiba que essa capacitação não requer qualquer cuidado prévio com os seus seios ou a compra de apetrechos. A gente se prepara para o aleitamento é com informação de qualidade a respeito do assunto.

O leite materno é fundamental para o bebê por ser o seu alimento ideal, garantindo o melhor crescimento e proteção contra muitas doenças, além de proporcionar segurança pelo contato íntimo com a mãe. Ele também oferece benefício para as mulheres, uma vez promove uma melhor recuperação do parto, diminui a incidência de depressão pós-parto e estabelece o vínculo com seu filho.

Aqui você encontra um guia com as principais informações sobre o aleitamento materno. Leia, entenda e prepare-se para este ato de amor.

Antes do parto: não há nada que você precise fazer para preparar as mamas para a amamentação. Buchas de banho retiram a proteção natural da pele e cremes não devem ser passados nas aréolas e mamilos (exceto por alguma recomendação médica).

Quando começar? Assim que o bebê nasce, o ideal é que ele vá direto para o colo da mãe. Lá ele vai sentir seu cheiro, as batidas do seu coração e a sua voz, que irão confortá-lo. A temperatura do bebê também se estabiliza pelo contato com o calor do corpo materno e a primeira tentativa de amamentá-lo é muito bem-vinda. Ainda que ele apenas lamba o mamilo, isso já será um passo importante para o sucesso do aleitamento.

A descida do leite: nos primeiros dias o bebê vai alimentar-se do colostro, um líquido amarelado, rico em proteínas, sais minerais e anticorpos, que protegem o bebê. O colostro vem em pequenas quantidades e isso contribui para o aprendizado do bebê, que vai encontrar uma mama macia para descobrir como fazer a “pega” para mamar. Não se preocupe! A natureza é sábia e as crianças nascem com uma reserva de energia que vai supri-las nesses primeiros dias. Aliás, é natural que os bebês percam até 10% do seu peso nesses primeiros dias. O leite desce entre 3 a 5 dias após o parto e você poderá sentir as mamas se encherem e ficarem quentes.

Livre demanda: esta é uma recomendação da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde: amamente em livre demanda. Isso significa que quem decidirá quanto tempo vai mamar e em qual intervalo é o próprio bebê. Quando não estipulamos horários, as crianças crescem melhor e de forma mais saudável.

Ofereça uma mama a cada mamada e só dê a outra se perceber que o seu filho ainda não está satisfeito. Na próxima mamada, ofereça a outra mama. Dessa forma, seu filho vai tomar o leite anterior, que o hidrata, e o posterior, rico em gordura e proteínas, importantes para o seu crescimento.

Você vai notar que, com o passar do tempo, o bebê começará a ficar menos tempo mamando. Não se preocupe: é que ele se torna mais eficiente mamando mais em menos tempo.

Sem neuras com o peso: seu bebê tem até um mês para recuperar o peso que tinha ao nascer; por isso, não se preocupe. Se ele estiver molhando de 4 a 6 fraldas com xixi todos os dias, ele é bem espertinho.

Cada criança tem um ritmo de desenvolvimento e não adianta ficar ansiosa diante de uma curva de média de crescimento que, como o próprio nome já diz, trata-se de uma média. Não existe leite fraco e, antes de sucumbir à orientação de alguém para introduzir leite artificial, procure a orientação de médicos comprometidos com o aleitamento materno.

 

Tira-dúvidas sobre aleitamento materno

Como manter uma boa produção de leite?

Alimente-se bem, beba bastante água e descanse sempre que o bebê adormecer. Outro detalhe importante é amamentar durante a noite, quando temos um pico da prolactina, estimulando a produção de leite. Lembre-se: quanto mais você estimula, mais leite você produz.

E não se preocupe se, com o passar dos dias, suas mamas já não ficarem mais tão cheias. Com o tempo, a produção se adequa à demanda do bebê. Além disso, saiba que a maior parte do leite é produzida durante a mamada.

O que fazer se o bico rachar?

A primeira atitude é verificar como está a “pega” do bebê, pois, se não estiver correta, seus mamilos certamente ficarão machucados. Para mamar, seu filho deve estar virado de frente para você, barriga com barriga. Seus lábios ficam como a boca de um peixinho, virados para fora. A bochecha do bebê não pode ficar com um furinho no meio e, sim, bem cheinha.

Se perceber que a “pega” está errada e o bebê, fazendo estalinhos para mamar, retire-o gentilmente do seu peito colocando o dedo mindinho na lateral da boca dele para desfazer o vácuo e você não se machucar – aí comece tudo de novo.

Tenha calma; muitas vezes este início da amamentação não é fácil. Se sua mama estiver muito cheia e, consequentemente, escorregadia para o bebê, tente tirar um pouco do leite para deixar o mamilo mais molinho e a “pega” ficar mais fácil. Trata-se de um aprendizado para mãe e bebê.

E se os mamilos machucarem, para curá-los, deixe-os bem ventilados, passe neles o próprio leite após cada mamada, tome 15 minutos de sol por dia e use pomada à base de lanolina pura.

E se o bebê quiser peito o tempo todo?

Não tenha medo de dar o peito sempre que seu bebê se manifestar. A amamentação é mais do que alimento: é segurança, aconchego e carinho para ele. Lembre-se de que os recém-nascidos têm uma grande necessidade de sucção que, quando suprida, lhes dá tranquilidade.

Seu filho não ficará mimado por você acolhê-lo, mas saberá que pode contar com o seu cuidado quando precisar. Conforme for crescendo, o mundo ficará mais interessante para ele e, então, passará a ficar menos tempo mamando.

E como faço quando voltar ao trabalho?

Comece a armazenar seu leite duas semanas antes do retorno às atividades. Ordenhe as mamas manualmente ou com a ajuda de bombinhas e, então, guarde o leite em frascos de vidro com tampas plásticas. Ele é válido por 12 horas na geladeira e 15 dias no freezer.

Para dar o leite ao bebê, o ideal é que seja descongelado dentro da geladeira e amornado em banho-maria, com o vidro sendo agitado lentamente. Então, ofereça-o em copinhos e despreze o leite que o pequeno não tomar.

Até quando amamentar?

De acordo com a OMS e o Ministério da Saúde, a amamentação deve ser exclusiva até os 6 meses e complementar até 2 anos ou mais. É o binômio mãe-bebê que decide até quando seguir. Enquanto estiver sendo prazerosa para os dois, só trará benefícios.

Existe baixa produção de leite?

De acordo com a Silvia Gioielli, pediatra em São Paulo, a grande maioria das mulheres é biologicamente capaz de produzir leite e a baixa produção é, geralmente, consequência de algum erro comum na amamentação – e que pode ser consertado! “Quanto melhor a ‘pega’ do bebê, quanto melhor a força que ele faz, quanto maior a frequência com que o bebê mama, mais leite a mãe terá”, explica.

A saúde emocional da mulher também pode influenciar na produção de leite. Por isso, para que haja sucesso na amamentação, é fundamental que a mãe seja apoiada, ouvida, examinada e orientada adequadamente, pelo pediatra, por uma consultora em amamentação e até por sua família.

Quando ocorre a queixa de produção insuficiente de leite, seja por uma percepção errônea da mãe ou comprovada por ganho insuficiente de peso do bebê, há grandes chances de correção e conquistas no aleitamento quando são tomadas as seguintes medidas:

  • checar a “pega” do bebê e melhorá-la;
  • oferecer os dois peitos em cada mamada: quanto mais o peito for esvaziado, maior será a produção;
  • aumentar a frequência das mamadas;
  • deixar que o bebê mame o suficiente para esvaziar o peito e, caso isto não ocorra, pode-se recorrer à bombinhas de ordenha;
  • abolir chupetas, mamadeira e protetores de silicone;
  • a mãe ingerir líquidos em boa quantidade, alimentar-se bem e repousar.

 

O leite artificial também é uma opção em situações especiais, quando a mãe fica impossibilitada de amamentar, principalmente em decorrência de tratamentos de saúde.

Um conselho: não desista da amamentação! Procure a ajuda de profissionais comprometidos com o aleitamento materno, como pediatras, consultoras em amamentação, doulas pós-parto e os bancos de leite, que orientam as mães com dificuldades.