Disney Baby

Levar o bebê sem necessidade ao pronto-socorro? Acontece!

Por Nívea Salgado
@Mildicasdemae

Você já levou seu filho ao hospital sem necessidade? Aqui já aconteceu e foi inesquecível...

Levar o bebê sem necessidade ao pronto-socorro? Acontece!

Quando minha filha Catarina era bebê passamos por uma experiência muito engraçada aqui em casa. A primeira ida ao pronto-socorro foi inesquecível, e não pelo trauma de uma situação difícil de saúde, como costuma acontecer. Foi na verdade um dia cômico, do qual eu eu meu marido nunca vamos nos esquecer.

Tudo começou com uma simples brincadeira em minha cama: tomada por uma determinação incontrolável de mãe, eu tentava fazer minha filha rolar de um lado para o outro. Catarina tinha em torno de cinco ou seis meses, e todos os livros sobre maternidade que eu tinha lido diziam que os pequeninos já possuíam essa habilidade motora desde os quatro.

Como a maioria das mães de primeira viagem, eu era insegura e impaciente: "Por que minha filha não rola? Será que há algo de errado? Devo ajudá-la a aprender esse movimento?".

Ao invés de simplesmente deixá-la se desenvolver tranquilamente, em seu próprio ritmo, eu quis forçar uma situação, e levei uma grande lição como mãe.

"Vem, filhinha, vamos balançar com a mamãe", eu dizia, enquanto dava uma "forcinha" para que ela rolasse de um lado para o outro. A filhota olhava para a minha cara com uma fisionomia de incredulidade: "Que raios minha mãe está tentando fazer comigo?". Eis que, de repente, Catarina acabou tombando para o lado, e rolou, passando seu corpo sobre seu bracinho. Na hora ela deu um gritinho, depois uma leve choradinha, e ficou com o braço completamente imóvel.

"Ai, meu Deus, acho que quebrou!". Foi o primeiro pensamento que veio à minha cabeça, já com remorso no coração. Chamei meu marido, que se materializou ao lado da cama em dois segundos - ele pegava o bracinho, suspendia, e ele caía sem que a pequena fizesse qualquer movimento na tentativa de mexê-lo. 

Pânico! Achamos que havia quebrado mesmo! Colocamos a menina no carro e saímos em disparada para o hospital. "Que péssima mãe eu sou", era tudo o que eu pensava. Não acreditava que quebrar o braço de um bebê era algo tão fácil de acontecer.

Enfim, depois de vinte minutos que pareciam uma eternidade, chegamos ao pronto-socorro. Mais meia hora de espera e fomos atendidos pelo médico. Explicamos a situação, com a cara dos pais mais culpados do mundo. E assim que o plantonista conversou com Catarina, ela abriu um grande sorriso, e deu um tchauzinho lindo (como é que ela havia conseguido ficar uma hora sem mexer o braço, e estava toda sorridente ali como se nada houvesse acontecido?).

Claro que o médico nos liberou na mesma hora (já não sabíamos mais pelo que pedir desculpas, foi um tanto inacreditável!). Saímos de lá aliviados, ainda tentando entender o que havia ocorrido.

Para mim, ficou a lição de que cada bebê tem seu jeito - não adianta forçar algo para o que ele ainda não está preparado. Ah, e só para constar: Catarina nunca rolou! Aprendeu a engatinhar, a andar, e nunca quis saber de ficar balançando!

(Foto: 123RF)

 

comentarios bebê, saúde infantil