Disney Baby

Livros: o que tem de novo na estante?

Por Samantha Shiraishi
@maecomfilhos

Estamos organizando a biblioteca da Manu, herança dos irmãos (e já com obras do seu próprio “acervo”), começando a transição do quarto de bebê para criança. Quanta descoberta!

Livros: o que tem de novo na estante?

Para os maiores, dizem que o diferencial é o ponto chave, e que quanto mais diferente for o livro, mais há empatia por parte dos pequenos. Além das histórias em si, que devem apresentar enredo divertido, contagiante e, muitas vezes, emocionante, é preciso também apostar nos formatos inovadores, como os livros com fantoches, nos objetos que complementam os livros, por exemplo os CDs de jogos, e ainda nos personagens caracterizados, como os animais ou os já conhecidos em desenhos animados.

Os bebês atuais, acostumados a um mundo interativo, não são diferentes. Ou são?

Com Manu estou comprovando que são.

Estamos organizando a biblioteca da Manu, herança dos irmãos (e já com obras do seu próprio “acervo”!), começando a transição do quarto de bebê para criança. No meio de mais de uma centena de livros, notei que ela aprecia muitos dos títulos que os irmãos (bebês de antes dos iPads e jogos eletrônicos para os pecorruchos), gostavam.

O melhor exemplo é o um livro do Ursinho Pooh com fantoche (da Melbooks). Favorito há meses, faz a alegria da pequena, que abraça e conversa com o personagem.

Aqui em casa também reinam os livros de animais, como a Arca de Ninguém (de Mariana Caltabiano, Editora Scipione), que traz uma versão engraçadinha da arca, mostrando como a personalidade dos animais quase inviabilizou o projeto de Noé! Manu adora as ilustrações em massinha, feitas por Patricia Lima.

Os bichinhos também são presença constante no livro "Por quê?" (De Lila Prap, editora Biruta). Ao explicar porque as zebras têm listras, os jacarés muitos dentes e o elefante têm tromba, vamos apresentando para a pequena as características dos bichinhos, partindo dos diferentes, afinal os exóticos é que atraem os bebês!

E por falar em apresentar coisas, comprei (por escolha da bebê!) na Bienal do Livro uma coleção simples da Difusão Cultural do Livro chamada Livros Brilhantes. Imagens colhidas por afinadade, como cores, mostram vários objetos e nos ajudam a ampliar o vocabulário da pequena.

A pedagoga Adriana P. Battisti me explicou que o livro de literatura infantil é um recurso essencial durante o processo de crescimento da criança, desde antes mesmo do primeiro ano de idade, pois permite que haja um encontro prazeroso com o mundo das letras, preparando os pequenos para descobri-lo.

Não gosto da ideia de antecipar muito a alfabetização, prefiro deixar que a criança se interesse aos poucos. Mesmo assim prefiro que os livros sejam parte constante do cotidiano, apresentados como uma companhia e uma alegria para toda vida.

P.S. De acordo com a pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro de 2013, realizada pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), CBL (Câmara Brasileira do Livro) e SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livros), todos os anos são lançados pelas editoras brasileiras em torno de 55 mil novos títulos. Já o Levantamento Anual do Segmento de Livrarias, feito pela ANL (Associação Nacional de Livrarias) em 2011, apontou que o setor infantojuvenil foi o que mais cresceu em vendas, desbancando a literatura estrangeira e de autoajuda. Em 2012, outra pesquisa também organizada pela ANL em parceria com a GFK Brasil registrou que os livros para o público infantil e juvenil alavancam as vendas em datas comemorativas, como Natal e Dia das Crianças.