Disney Baby

Mãe tenta acertar, até quando erra

Por Nívea Salgado
@Mildicasdemae

É impossível não errar quando se é mãe. Aceitar isso e saber que você está tentando fazer o melhor é, certamente, a saída!

Mãe tenta acertar, até quando erra

Eu não sei se vocês têm essa mesma impressão, mas muitas vezes me pego pensando que passei a errar mais a partir do momento em que me tornei mãe.

Não sei se antes as decisões que tinha que tomar eram mais fáceis, ou se o fato de ter uma filha me obrigou a fazer um número maior de escolhas (acredito que seja a segunda opção), mas a verdade é que depois que Catarina nasceu os erros que cometo ficaram mais claros. E quando você erra com um filho, algo muito evidente acontece: aquilo te dói na alma, muito mais do que se você tivesse falhado consigo mesma.

Hoje, olhando para trás, vejo que errei MUITO no primeiro ano da Cacá - e olha que eu era aquele tipo de mãe extremamente dedicada, preocupada, que tinha como único objetivo fazer a coisa certa! Mesmo assim, por inexperiênica, ou até mesmo por superproteção, fiz coisas que não deveria ter feito. 

Catarina nunca dormiu bem, e admito que muito se deva ao meu jeito de "mãe helicóptero", que pairava em torno dela, ao mínimo sinal de choro. Ela mal conseguia abrir a boca: lá estava eu, tentando adivinhar o motivo das lágrimas (sem sucesso, porque nunca compreendi muito bem essa linguagem dos bebês. Vocês não imaginam o alívio que foi quando a pequena começou a falar, e explicar o que estava acontecendo! Ufa, enfim algo que eu compreendia!).

Por outro lado, cedi à velha história de que colo acostuma mal, e deixava a pequenina horas no carrinho (quem sabe um sling não teria evitado todo aquele sofrimento? Talvez ela só quisesse um pouco mais de aconchego!).

Esses foram apenas alguns dos errinhos que acho que cometi. Podemos somar a eles, talvez, o fato de não deixar que ninguém tomasse conta da filhota nos primeiros meses (tanto é que, quando eu precisava me ausentar, o processo era muito mais difícil! Ela chorava, berrava se me visse sair porta afora, por isso precisava me esconder para não ser vista).

Sem falar na história da chupeta: eu, dentista, confesso que fiz de tudo para que minha filha se acostumasse a ela, depois da primeira semana de choro incessante. Claro que não adiantou: é como se Cacá tivesse nascido com um "chip" que não permitia o uso do acessório. Ela sugava por três segundos, ficava com raiva e cuspia longe!

Já retrocedi quando deveria ter continuado um processo, já insisti em coisas que mereciam uma disistência (como o desfralde noturno, que levou mais de um ano para se concretizar, porque minha filha não estava preparada. Ela simplesmente não conseguia controlar o xixi enquanto estava dormindo!). Mas como saber, se muitas vezes você só percebe o erro depois de muito tempo de tentativa?

Não há muito jeito: ser mãe é aprender que você vai errar muitas vezes, até encontrar o modelo certo. Mas entender que você só está tentando fazer o melhor, dar o melhor para o filhote, torna a culpa muito menor. Lembre-se disso todos os dias e você será uma mãe muito mais feliz!

(Foto: 123RF)

comentarios mãe, maternidade, bebê, filhos