Disney Baby

Não dá para comparar

Por Marina Breithaupt

As evoluções de cada bebê são acontecimentos únicos. Entender isso é evitar comparações e frustrações

Não dá para comparar

Sentar, andar, falar...

Não adianta comparar os marcos de desenvolvimento do seu bebê com os do filho da vizinha. A gente sabe que essas fases chegarão, mas por algum motivo incontrolável, a gente compara.

Ah, e quando conseguimos resistir a essa armadilha da maternidade, vem outra pessoa e:

- "Nossa ele ainda não anda; o filho da minha amiga andou com 11 meses".

Pausa - respira - pausa.

Sempre tem alguém para fazer as comparações por você.

Por mais que a gente saiba conscientemente que não adianta querer que nossos filhos sigam modelos, nosso inconsciente não sabe se controlar!

Temos a mania de comparar esses marcos de desenvolvimento dos bebês e digo isso com algum conhecimento de causa.

Engravidei com uma "leva" de amigas - os bebês têm semanas de diferença. É irresistível não comparar.

Quando algo acontece com algum dos bebês, eu já fico esperando que aconteça o mesmo com a Amelie.

E o pior: eu já tenho dois filhos e essas comparações acabam acontecendo internamente, entre os irmãos.

Bárbara demorou a andar, mas falou muito cedo, enquanto Theo corria em sua festa de 1 ano, mas totalmente banguela, sem nenhum dentinho pra contar história. 

E o que isso fez de diferença agora que estão crescidos? Nenhuma!

De nada importa exatamente quando cada marco de desenvolvimento acontecerá simplesmente porque cada criança tem seu próprio tempo e nos cabe apenas proporcionar condições favoráveis para que, em cada etapa, haja estímulos suficientes.

Se seu bebê vai rolar, sentar, andar ou, ainda, se vai pular alguma dessas fases saltando direto para outra é uma questão particular dele e não devemos comparar.

Essa é uma das armadilhas da maternidade - uma das mais perigosas, na minha opinião, pois nos torna sempre preocupada com a próxima fase e nos faz esquecer de deixar a natureza de cada um agir.

Para mim, só não é pior do que outra armadilha, a culpa de mãe. Mas isso é assunto para um outro texto...

Um beijo

(Foto: ShutterStock)